Operação aponta manipulação de concorrências, uso de empresas de fachada e desvio de milhões em contratos do governo estadual e da Prefeitura de Porto Velho
- comunicacao deolhonoacre
- 29 de jan.
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PF desmantela esquema milionário de fraudes em licitações em Rondônia.

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema milionário de fraudes em licitações e contratos públicos envolvendo órgãos do governo de Rondônia e da Prefeitura de Porto Velho. A apuração mira servidores públicos, empresários e um advogado, suspeitos de atuar de forma coordenada para direcionar processos licitatórios e garantir contratos com valores superfaturados.
As investigações fazem parte da segunda fase da Operação Máscara de Janos, que revelou que o esquema criminoso funcionava há cerca de 15 anos. Apenas em um único ano, segundo a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 8,4 milhões de forma irregular.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam informações privilegiadas para favorecer empresas específicas nas disputas. Documentos sigilosos, como pareceres técnicos e decisões administrativas, eram acessados antes da divulgação oficial, permitindo que o resultado das licitações fosse previamente definido.
As apurações indicam ainda que empresas ligadas ao mesmo grupo econômico simulavam concorrência, prática conhecida como “jogo de cartas marcadas”. Em um dos casos identificados, duas empresas participavam da licitação, mas apenas uma operava de fato.
A outra funcionava como empresa de fachada, registrada em nome de um laranja e sem funcionários, com o único objetivo de dar aparência de legalidade ao processo.
A investigação teve início após fiscalizações do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), que identificaram indícios de irregularidades em contratos públicos e acionaram os órgãos de controle.
Em nota, a Prefeitura de Porto Velho afirmou que os fatos investigados se referem a gestões anteriores e destacou que a atual administração adota medidas voltadas à transparência e à legalidade. O governo de Rondônia também declarou que os processos sob investigação ocorreram em administrações passadas e garantiu que a Superintendência de Licitações atua conforme os princípios legais.
A Polícia Federal segue analisando documentos e colhendo depoimentos para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos cofres públicos.














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