Nomeações de Mailza expõem laços familiares no governo e acendem alerta sobre critérios políticos no Acre
- Renalice Silva

- 9 de abr.
- 2 min de leitura
A recém-empossada governadora do Acre, Mailza Assis, começou a montar sua equipe com decisões que já provocam forte repercussão nos bastidores políticos. Entre as nomeações anunciadas, dois casos chamaram atenção imediata e levantaram questionamentos sobre critérios adotados na composição do primeiro escalão.

A defensora pública Simone Jaques de Azambuja Santiago foi nomeada para comandar a Secretaria de Estado da Mulher. Apesar da qualificação técnica, o fato de ser esposa do chefe de gabinete da governadora, Jonathan Santiago, gerou desconforto e alimentou críticas sobre possível favorecimento dentro da estrutura administrativa.

Outro ponto sensível foi a escolha do engenheiro civil Gabriel Acioly Assis Vaglieri, sobrinho da governadora, para o cargo de secretário adjunto de Obras. A nomeação reforça a percepção de que vínculos pessoais e familiares estão presentes em posições estratégicas do governo.

As decisões ocorrem logo nos primeiros dias da nova gestão, momento que costuma ser determinante para sinalizar o estilo administrativo e os princípios que irão nortear o governo. Nesse contexto, as escolhas levantam um debate importante sobre transparência, meritocracia e limites éticos na ocupação de cargos públicos.
Embora o governo destaque a qualificação técnica dos nomeados, críticos avaliam que a presença de relações familiares diretas em funções de alto escalão pode comprometer a credibilidade da gestão e abrir espaço para questionamentos sobre a imparcialidade nas decisões.

Nos bastidores, o clima é de cautela. Parlamentares e analistas políticos observam que, mais do que as nomeações em si, o que está em jogo é a mensagem transmitida à sociedade neste início de mandato: se o governo será guiado prioritariamente por critérios técnicos ou por articulações de confiança pessoal.
Até o momento, não houve manifestação oficial da governadora sobre as críticas envolvendo os vínculos familiares nas nomeações. Enquanto isso, o tema segue repercutindo e deve continuar no centro do debate político acreano nos próximos dias.












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