Netanyahu ataca reconhecimento de Estado Palestino e acusa países de cederem à pressão internacional na ONU e Diz: "Ainda não terminamos."
- Renalice Silva

- 26 de set. de 2025
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou seu discurso nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral da ONU para criticar duramente nações ocidentais que anunciaram o reconhecimento do Estado palestino. O líder acusou esses governos de cederem à pressão de grupos ativistas e de ignorarem os crimes cometidos pelo Hamas contra Israel.

Segundo Netanyahu, países como França, Reino Unido, Canadá e Austrália tomaram a decisão “mesmo após os horrores do ataque de 7 de outubro de 2023”, quando militantes do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas em território israelense.
“Esses líderes se curvaram diante de pressões da mídia, de radicais islâmicos e de multidões antissemitas”, declarou o premiê. “Mas Israel não permitirá a criação de um Estado palestino enquanto continuar a lutar contra o Hamas.”
"Ainda não terminamos. O Irã está preparando mísseis balísticos com o objetivo não só de destruir Israel, mas também os Estados Unidos e vários lugares".
A resposta militar de Israel em Gaza, após o ataque, já deixou mais de 65 mil mortos, de acordo com autoridades de saúde locais. Grande parte do território foi destruída nos combates que se arrastam há quase dois anos.
Durante o discurso, dezenas de delegações abandonaram o plenário em protesto, enquanto outros representantes aplaudiram Netanyahu. Ele também afirmou que, apesar das críticas públicas, diversos líderes o agradecem em particular pelos serviços de inteligência israelenses que, segundo ele, teriam prevenido atentados em capitais estrangeiras.
A pressão internacional pelo reconhecimento da Palestina cresceu nesta semana com a adesão de importantes aliados dos Estados Unidos. As nações argumentam que a medida busca preservar a solução de dois Estados e acelerar o fim da guerra em Gaza.
Netanyahu, que também rebateu acusações de genocídio feitas por países árabes e muçulmanos, rejeitou o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional contra ele por supostos crimes de guerra. Israel não reconhece a jurisdição da corte.
Enquanto isso, o Hamas propôs a libertação dos reféns ainda mantidos em Gaza em troca da retirada israelense do território. Estima-se que apenas 20 dos 48 reféns continuem vivos.
O presidente da Autoridade Palestina, em seu discurso na ONU, reforçou que o povo palestino “não abrirá mão de sua pátria”, enquanto os Estados Unidos, por meio de Donald Trump, afirmaram acreditar que um acordo para encerrar a guerra e libertar os reféns “está próximo”, sem detalhar as negociações.
Com informações Portal Band News














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