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Mpac dá prazo e cobra explicações sobre divulgação de imagens em caso de feminicídio

Órgão recomenda mais responsabilidade da imprensa e alerta para exposição indevida de vítimas

foto reprodução
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O Ministério Público do Estado do Acre instaurou procedimento para apurar a divulgação de imagens de uma vítima de feminicídio por um portal de notícias em Tarauacá. O órgão concedeu prazo de 10 dias para que o responsável pelo site apresente esclarecimentos sobre os critérios utilizados na publicação.

A medida foi adotada após repercussão do caso e questionamentos sobre possível exposição indevida da vítima, o que pode violar direitos fundamentais como a dignidade humana e o respeito à memória da mulher e de seus familiares.


A investigação teve início após denúncia encaminhada à Ouvidoria do MP, que apontou falta de cuidado ético na divulgação do conteúdo. O caso está sob responsabilidade do promotor de Justiça Lucas Bruno Iwakami.


Além da apuração, o MPAC emitiu recomendação para que veículos de comunicação adotem postura mais responsável na cobertura de crimes, especialmente em situações de violência contra a mulher. O documento orienta que imagens sensíveis não sejam divulgadas, evitando a revitimização e a banalização desse tipo de violência.


Segundo o órgão, a liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade, respeitando limites legais e o compromisso social da atividade jornalística.


O promotor também destacou a importância da conscientização sobre a violência de gênero e reforçou que vítimas ou pessoas em situação de risco devem buscar apoio por meio de canais oficiais, como o Ligue 180 e as autoridades policiais.


O caso reacende o debate sobre os limites da atuação da imprensa em coberturas de grande impacto social e reforça a necessidade de respeito às vítimas.


O Ministério Público do Estado do Acre ressaltou que a recomendação não tem caráter de censura, mas busca garantir uma atuação responsável dos meios de comunicação, especialmente em casos sensíveis como os de feminicídio.


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