Moraes determina tornozeleira eletrônica a 6º investigado por vazamento de dados de ministros do STF
- Renalice Silva

- 25 de fev.
- 2 min de leitura
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta quarta-feira (25) a instalação de tornozeleira eletrônica em mais um investigado no inquérito que apura o suposto vazamento e acesso irregular a dados de ministros da Corte e de seus familiares. A medida foi cumprida pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Além da monitoração eletrônica, foi executado mandado de busca e apreensão. Moraes é o relator e responsável por supervisionar as investigações.
Com a nova decisão, já são seis os alvos atingidos por medidas cautelares no âmbito da apuração. Entre eles estão um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cedido à Receita Federal, um vigilante do prédio do Fisco e outros servidores suspeitos de acessarem informações sem justificativa funcional.
A investigação ganhou força no último dia 17, quando a Polícia Federal deflagrou operação contra quatro pessoas que teriam realizado acessos considerados irregulares a sistemas da Receita Federal. Um dos principais alvos é o servidor do Serpro Luiz Antônio Martins Nunes, suspeito de consultar dados fiscais de autoridades e repassar informações sigilosas a terceiros.
Também foram investigados os técnicos Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos, além do auditor Ricardo Mansano de Moraes. Segundo o STF, foi identificado um “bloco de acessos” cuja análise não apontou justificativa funcional para as consultas realizadas.
Ruth Machado é suspeita de acessar dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Em depoimento à Polícia Federal, ela afirmou que realizava atendimento presencial no momento do registro de acesso.
Já o auditor Ricardo Mansano de Moraes é investigado por supostamente acessar dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Ele ocupava cargo de chefia na área de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório, em Presidente Prudente (SP), e foi afastado da função. Sua defesa sustenta que ele possui “reputação ilibada” e que os fatos serão esclarecidos, alegando ainda não ter tido acesso integral às acusações.
A investigação segue sob sigilo, e a Polícia Federal continua analisando possíveis ramificações do caso, que envolve o acesso a informações sensíveis de integrantes da mais alta Corte do país.














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