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Ministro de Lula diz que SUS está pronto para atender venezuelanos

Padilha afirma que estrutura de saúde foi mobilizada diante de ataques anunciados por Trump


Diante dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo preparou o Sistema Único de Saúde (SUS) para atender possíveis impactos do conflito no território brasileiro.


Em publicação em rede social, Padilha declarou que o Brasil cuidará “de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”. Segundo ele, a mobilização envolve a Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e equipes de Saúde Indígena.

Padilha foi o primeiro integrante do primeiro escalão do governo a se manifestar sobre a ofensiva anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter realizado um “ataque de grande escala” e capturado o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

“Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro”, escreveu o ministro. “Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro.”

Nós da @minsaude sempre queremos e trabalhamos pela PAZ. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O…— Alexandre Padilha (@padilhando) January 3, 2026

O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência na manhã deste sábado para discutir a ofensiva e a captura de Maduro. Segundo interlocutores do Itamaraty, a prioridade é reunir informações detalhadas sobre a operação antes de qualquer posicionamento público.


A fronteira entre Brasil e Venezuela tem pouco mais de 2 mil quilômetros de extensão, concentrada nos estados de Roraima e Amazonas. Desde o início da crise migratória venezuelana, em 2013, cerca de 9,1 milhões de pessoas deixaram o país, segundo o Observatório da Diáspora Venezuelana. Dados da Acnur indicam que a Venezuela concentra hoje o maior número de refugiados do mundo.


Nos últimos meses, o presidente Lula vinha tentando atuar como interlocutor diplomático na escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela. Em declarações anteriores, Lula defendeu o diálogo e disse que buscaria contato com Trump para evitar agravamento do conflito.


O ataque foi anunciado por Trump em rede social, sem detalhamento da base legal da operação nem do destino de Maduro. O presidente americano afirmou que mais informações seriam apresentadas em entrevista coletiva marcada para a tarde deste sábado, na Flórida.


Relatos e vídeos divulgados em redes sociais indicam a presença de helicópteros militares americanos sobre Caracas durante a madrugada, além de explosões em áreas da capital e de estados vizinhos. O governo venezuelano afirma que instalações militares foram atingidas, mas ainda não há confirmação oficial independente sobre os alvos

por: Poder Nacional

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