Manaus produz caneta emagrecedora que pode revolucionar acesso ao tratamento pelo SUS
Produção nacional de semaglutida amplia a concorrência no mercado, enquanto Ministério da Saúde avalia oferecer o medicamento pela rede pública

O Brasil pode dar um novo passo para ampliar o acesso aos medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes. Produzida em Manaus, no Amazonas, uma versão nacional da chamada caneta emagrecedora à base de semaglutida poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), caso os estudos conduzidos pelo Ministério da Saúde confirmem a viabilidade do tratamento na rede pública.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira, 10, a fábrica da Novamed, do Grupo EMS, em Manaus. Durante a agenda, ele acompanhou a expansão da produção de medicamentos à base de semaglutida e conheceu a nova estrutura destinada à pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A ampliação da unidade industrial representa um crescimento de 30% na planta e aumenta a capacidade de fabricação dos medicamentos no país. A produção nacional também busca estimular a concorrência e, consequentemente, reduzir os preços cobrados pelos tratamentos.
Segundo o Ministério da Saúde, a entrada de novos produtos já provocou uma queda significativa nos valores de alguns medicamentos, que chegaram a ficar até 70% mais baratos.
Padilha destacou que os medicamentos devem ser utilizados principalmente para o cuidado com a saúde, especialmente no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, e não apenas com finalidade estética.
O Ministério da Saúde já iniciou estudos para avaliar a possibilidade de incluir a semaglutida na rede pública. O acompanhamento envolve pacientes com obesidade grave associada a outras doenças e pessoas que aguardam a realização de cirurgia bariátrica.
Durante o processo, serão analisados os resultados do tratamento, a adaptação dos pacientes, possíveis efeitos adversos e também os custos para o sistema público de saúde.
A fabricação em Manaus é considerada estratégica porque amplia a capacidade brasileira de produzir esse tipo de medicamento e fortalece o domínio da tecnologia no país. Caso a semaglutida seja incorporada ao SUS, será necessário ampliar ainda mais a produção para atender à demanda da população.
O Grupo EMS possui nove registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de medicamentos semelhantes aos chamados análogos de GLP 1, com os princípios ativos semaglutida e liraglutida.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para ampliar o acesso aos tratamentos, fortalecer a indústria farmacêutica nacional e diminuir os custos dos medicamentos para a população.








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