Lula diz que pretende conversar com Trump em meio à tensão entre Brasil e Estados Unidos
- fuxico nobalde
- há 11 horas
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Presidente afirma que deseja dialogar com líderes das grandes potências sobre conflitos internacionais, enquanto possibilidade de contato com o norte-americano segue sem data definida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre os dois países. Apesar da declaração, ainda não há previsão para que a ligação aconteça.
A manifestação foi feita durante entrevista concedida ao canal Os Três Elementos.
Na ocasião, Lula explicou que seu objetivo é dialogar com os líderes das principais potências mundiais para defender iniciativas voltadas à paz e à resolução dos conflitos internacionais.
Segundo o presidente, ele já conversou recentemente com o presidente da China, Xi Jinping, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Lula afirmou que também pretende falar com Trump para incentivar uma reunião entre os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a possibilidade de uma conversa entre Lula e Trump não está descartada. Integrantes do governo afirmam que o contato pode ocorrer tanto para tratar do cenário internacional quanto da atual crise diplomática entre Brasília e Washington. Até o momento, porém, não há articulação oficial para viabilizar a ligação.
A relação entre os dois países ganhou novos capítulos nesta semana, após o Departamento de Estado dos Estados Unidos alterar o status do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.
A diplomata continua representando oficialmente o Brasil nos Estados Unidos, mas perdeu o direito ao visto de múltiplas entradas. Com a mudança, caso deixe o território norte-americano, precisará solicitar uma nova autorização para retornar.
A decisão foi interpretada por integrantes do governo brasileiro como um gesto político. O episódio foi seguido pela prorrogação, por mais um ano, do estado de emergência dos Estados Unidos relacionado ao Brasil, medida que não produz efeitos imediatos, mas pode servir de base para futuras sanções ou outras ações por parte do governo norte-americano.
Diante desse cenário, o governo brasileiro acompanha a evolução da relação diplomática com os Estados Unidos enquanto mantém aberta a possibilidade de um diálogo direto entre os presidentes dos dois países.














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