PT E A SUPOSTA LIGAÇÃO COM PCC: Distribuidora investigada por ligação com lavagem de dinheiro do PCC mantinha R$ 424 milhões em contratos com governo Federal de Lula e ministérios
- Renalice Silva

- 8 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Uma matéria publicada pelo jornal O Globo em 4 de setembro de 2025 revelou uma descoberta bombástica: a Rede Sol Fuel Distribuidora, alvo da Operação Carbono Oculto conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Polícia Federal (PF) e Receita Federal, mantém contratos que somam R$ 424 milhões com órgãos públicos federais e estaduais durante o governo Lula. A empresa fornece combustíveis à Presidência da República, a ministérios como Fazenda, Defesa e Saúde, e também abastece a Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Segundo levantamento, a distribuidora possui pelo menos 26 contratos ativos com prefeituras, estatais e forças de segurança, com vigência entre um e cinco anos. Entre os contratos mais relevantes:
Presidência da República – R$ 3,1 milhões, para abastecimento de veículos oficiais e residências presidenciais;
Polícia Militar do Rio de Janeiro – R$ 148 milhões, para fornecimento de gasolina comum;
Comando da Aeronáutica – R$ 154 milhões, para fornecimento de querosene de aviação;
Ministério da Fazenda – R$ 1,31 milhão, para fornecimento de combustível;
Ministério da Saúde – R$ 330 mil, para fornecimento de óleo diesel.
O dono da Rede Sol, empresário Valdemar de Bortoli Júnior, foi um dos alvos da operação. Promotores apontam que ele teria “sólidos vínculos com diversas entidades e indivíduos envolvidos em fraudes e lavagem de capitais”.
As investigações indicam que a empresa teria sido adquirida pelo fundo Mabruk II, por R$ 30 milhões — compra negada pela companhia. O fundo é investigado como um dos financiadores de aquisições do PCC no mercado de combustíveis.
Nota da empresa
Em nota enviada em 5 de setembro, a Rede Sol afirmou ter 26 anos de atuação e cerca de 200 colaboradores, com presença nacional, garantindo cumprimento de normas legais, políticas de compliance e controles internos alinhados à Lei Anticorrupção e à Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro.
A companhia ressaltou ainda que repudia qualquer ilação que a vincule a atividades ilegais e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.














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