Leilão de energia acontece sob pressão e risco de apagão preocupa setor elétrico
- comunicacao deolhonoacre
- 18 de mar.
- 2 min de leitura
Após impasses, disputa bilionária busca garantir segurança no fornecimento em momentos críticos no Brasil

Após dois anos de , impasses e disputas judiciais, o governo federal realiza nesta quarta-feira (18) o aguardado Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, considerado estratégico para evitar um possível apagão no país.
O certame ocorre na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e será dividido em duas etapas, com a primeira nesta quarta e a segunda marcada para sexta-feira (20), sempre a partir das 10h.
O leilão tem como objetivo contratar potência de usinas hidrelétricas e termelétricas, funcionando como uma espécie de “seguro” do sistema elétrico nacional. Essas usinas são acionadas em momentos críticos, como no início da noite, quando a geração solar cai drasticamente — cerca de 45 gigawatts deixam de ser produzidos com o pôr do sol.
Para suprir essa queda e manter o equilíbrio entre oferta e demanda, o sistema depende da rápida ativação de fontes como hidrelétricas e térmicas, especialmente em períodos de maior consumo.
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Sandoval Feitosa, o leilão ocorre com atraso e sob prazos apertados. Ele reconheceu que o país perdeu oportunidades importantes ao longo do processo, mas destacou a expectativa de forte concorrência entre os participantes.
Ao todo, foram cadastrados 330 projetos, somando cerca de 120 gigawatts de potência. A maior parte é composta por usinas termelétricas a gás natural, além de projetos de hidrelétricas, carvão, óleo e biodiesel.
Os contratos previstos terão duração de 10 anos para usinas já existentes e de 15 anos para novos empreendimentos ou ampliações.
Apesar do grande interesse do mercado, o leilão foi cercado por controvérsias. O Ministério de Minas e Energia revisou regras e parâmetros econômicos após críticas de agentes do setor, especialmente sobre os preços iniciais definidos.
As mudanças levaram à abertura de uma investigação pelo Tribunal de Contas da União, que apura possíveis irregularidades nas diretrizes do certame.
Mesmo diante das divergências, técnicos do próprio TCU recomendaram que o leilão não seja interrompido, alertando que novos atrasos podem aumentar o risco de falta de energia no país.
Especialistas apontam que, com o crescimento acelerado de fontes renováveis como solar e eólica — que são intermitentes —, cresce também a necessidade de fontes despacháveis, capazes de garantir estabilidade e evitar falhas no fornecimento.
O leilão, portanto, é visto como peça-chave para a segurança energética do Brasil nos próximos anos.














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