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Justiça por Yara: Polícia prende 8 envolvidos em linchamento brutal na Cidade do Povo

29 de abr. de 2025
2 min de leitura

Operação mobiliza 100 agentes e prende principais suspeitos da morte de Yara Paulino; bebê desaparecida segue sendo procurada


Foto: Reproduçao Redes Sociais/Lilia Camargo
Foto: Reproduçao Redes Sociais/Lilia Camargo

Em uma grande operação realizada na manhã desta terça-feira (29), a Polícia Civil do Acre prendeu oito pessoas suspeitas de envolvimento direto no assassinato brutal de Yara Paulino, de 27 anos, linchada publicamente no dia 24 de março, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, da Força Nacional e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), totalizando cerca de 100 agentes em campo.

Entre os presos está José Gabriel Lima do Nascimento, de 23 anos, apontado como o principal executor do crime. Ele foi localizado tentando se esconder em uma escola de gastronomia, após tentar fugir de uma viatura. Também foi detido Ismael Bezerra Freire, ex-marido da vítima, que estava na residência de Yara no momento da tortura. Três mulheres que teriam participado ativamente da sessão de espancamento também foram presas, além de outros envolvidos ligados a uma organização criminosa.


A operação cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e 8 de prisão. Segundo o delegado Paulo Buzolin, responsável pela ação, os trabalhos visam identificar todos os participantes e esclarecer as circunstâncias do assassinato. “Estamos diante de um crime que chocou o estado. A sociedade exige justiça, e não mediremos esforços”, declarou.

Yara foi espancada até a morte após boatos de que teria matado a própria filha, Cristina Maria, de apenas 2 meses, desaparecida desde então. A ossada encontrada dias antes do crime ainda está sob análise, e a identidade dos restos mortais não foi confirmada. A bebê permanece desaparecida e está cadastrada na plataforma Amber Alert, do Ministério da Justiça.


A Polícia Civil dará mais detalhes sobre o caso em uma coletiva ainda nesta terça-feira. A investigação continua e não está descartada a possibilidade de novas prisões.





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