EXCLUSIVO: Conversas via WhatsApp teriam motivado facção a executar yara na cidade do povo? Veja os detalhes.
Atualizado: 29 de abr. de 2025
Mensagens espalhadas pelo WhatsApp foram o estopim para o brutal assassinato de Yara Paulino da Silva, 27 anos, na tarde desta segunda-feira (24), no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. A mulher foi linchada e morta sob a acusação de ter tirado a vida da própria filha, um suposto bebê de dois meses.

Inicialmente, a perícia no local indicou que uma ossada encontrada em um saco de ração poderia ser de uma criança, o que inflamou ainda mais a revolta dos moradores. No entanto, exames detalhados realizados no Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que os restos mortais eram de um cachorro.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso e apurou que membros da organização criminosa Bonde dos 13 teriam ordenado a morte de Yara após ouvirem boatos sobre o sumiço da criança. O grupo primeiro interrogou o ex-marido da vítima, Ismael Bezerra Freire, que negou envolvimento no desaparecimento. Depois, foram até a casa de Yara, não encontraram o bebê e se depararam com a ossada, o que os levou a julgá-la no chamado "Tribunal do Crime".
Yara foi espancada com pedaços de madeira e atacada com golpes de machado. Mesmo ferida, tentou fugir, mas foi alcançada na Rua Dom Próspero Bernardi, onde recebeu novos golpes e morreu. Após o crime, os suspeitos fugiram.
A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos periciais, e os corpos foram levados ao IML. Agora, a polícia busca esclarecer o paradeiro do suposto bebê, que não foi encontrado. Há suspeitas de que a criança possa estar desaparecida ou, até mesmo, que nunca tenha existido.
Yara tinha outros dois filhos, de 2 e 10 anos, que presenciaram a invasão da casa e foram resgatados por uma irmã da vítima, sendo levados para o Parque de Exposições.
As investigações continuam para identificar e prender os envolvidos no assassinato.















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