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Israel inicia operação terrestre no sul do Líbano contra o Hezbollah

Ofensiva militar busca destruir bases do grupo aliado do Irã; conflito já deixou centenas de mortos e milhares de deslocados

foto reprodução
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O Forças de Defesa de Israel anunciou nesta segunda-feira (16) o início de operações terrestres consideradas “limitadas” no sul do Líbano, com o objetivo de atingir posições do grupo armado Hezbollah. A ofensiva representa uma nova escalada no conflito entre os dois lados, que voltou a se intensificar nas últimas semanas.

Segundo comunicado oficial do Exército israelense, a ação tem como foco destruir infraestrutura militar e posições estratégicas do Hezbollah, além de reforçar a segurança nas áreas próximas à fronteira com Israel.


Tropas e tanques avançam na fronteira

Imagens divulgadas pelos militares israelenses mostram movimentação de tropas, blindados e tanques de guerra durante a madrugada, utilizando equipamentos de visão noturna. As operações estariam concentradas em cidades no extremo sul do Líbano, próximas à fronteira entre os dois países.


De acordo com Israel, a ofensiva faz parte de um esforço mais amplo para neutralizar estruturas consideradas ameaças à população do norte israelense.


A operação ocorre poucos dias após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmar que o país poderia ampliar as operações militares e até ocupar áreas do território libanês caso os ataques do Hezbollah não cessassem.


Conflito voltou a se intensificar

Os confrontos entre Israel e o Hezbollah voltaram a crescer no início de março, após um período de cessar-fogo que durava desde 2024. A nova escalada está ligada ao aumento das tensões regionais envolvendo Irã, aliado do grupo libanês.


Desde então, Israel tem realizado bombardeios frequentes contra posições do Hezbollah, principalmente em regiões próximas à capital Beirute. Segundo os militares israelenses, mais de 1.000 alvos do grupo já foram atingidos em território libanês.


Mortes e crise humanitária

O governo libanês afirma que o conflito já deixou cerca de 800 mortos e provocou o deslocamento forçado de mais de 800 mil pessoas, que tiveram que abandonar suas casas para fugir da violência.


A escalada militar preocupa a comunidade internacional, que teme que o confronto possa se expandir e provocar uma guerra regional ainda maior no Oriente Médio.


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