Investigação esquenta no STF: nomes do Banco Master e do BRB prestam depoimento nesta terça
- comunicacao deolhonoacre
- 27 de jan.
- 2 min de leitura
Suprema Corte avança em apuração de suposta fraude bancária; executivos e ex-sócios estão na lista de ouvidos pela Polícia Federal.

O Supremo Tribunal Federal (STF) dá continuidade, nesta terça-feira (27), à série de depoimentos no inquérito que investiga suposta fraude envolvendo o Banco Master e possíveis conexões com o Banco Regional de Brasília (BRB).
Ao todo, quatro nomes ligados às instituições devem ser ouvidos pela Polícia Federal (PF) ao longo do dia.
Na segunda-feira (26), prestaram depoimento Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo Financeiro e de Administração do BRB, e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master. Enquanto Dário respondeu aos questionamentos dos investigadores, Alberto optou por permanecer em silêncio durante toda a oitiva.
Quem depõe nesta terça
Para esta terça-feira, estão previstas as oitivas presenciais de:
Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB;
Luiz Antonio Bull, ex-diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master;
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Além deles, a PF aguarda o depoimento à distância de Angelo Antonio Ribeiro da Silva, também sócio do Banco Master.
Depoimentos adiados e tensão institucional
Dois executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, não compareceram ao STF. A defesa alegou falta de tempo para análise do processo, e as oitivas devem ser remarcadas.
Os depoimentos estão concentrados em apenas dois dias, após o ministro Dias Toffoli reduzir o prazo solicitado pela Polícia Federal. A decisão aumentou o desgaste na relação institucional entre o STF e a corporação, já que Toffoli tem demonstrado desconfiança em relação à condução da investigação pela PF.
Prazo para relatório e possível devolução do caso
A Polícia Federal tem prazo de 60 dias para concluir as investigações e apresentar um relatório final, com eventuais indiciamentos, caso não haja pedido de prorrogação.
Segundo apuração da imprensa nacional, o ministro Toffoli avalia devolver o processo à primeira instância, onde o caso tramitava até o fim do ano passado. A investigação chegou ao STF devido ao suposto envolvimento de um deputado, que possui foro por prerrogativa de função.
Desde dezembro, decisões do ministro têm causado incômodo interno tanto na Polícia Federal quanto entre integrantes do próprio Supremo, que discutem, nos bastidores, formas de reduzir novos desgastes à imagem da Corte.














Comentários