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Influenciador Hytalo Santos e marido são condenados por exploração de adolescentes na Paraíba

Justiça fixa penas de até 11 anos de prisão, multa e indenização de R$ 500 mil; defesa afirma que vai recorrer.

foto reprodução
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A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e tornada pública neste domingo (22).

Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Já Israel Vicente, conhecido como Euro, recebeu pena de 8 anos e 10 meses de reclusão. A defesa informou que vai recorrer da decisão.


Ambiente descrito como “reality show”

Na sentença, o magistrado aponta que os adolescentes eram inseridos em um ambiente artificial e controlado, comparado a um “reality show”, onde estariam expostos a contexto adulto e situações consideradas de risco extremo.


O juiz destacou ainda a existência de permissividade no local, inclusive com fornecimento de bebidas alcoólicas, além de negligência em relação à alimentação e à escolaridade das vítimas. Segundo a decisão, os crimes teriam sido praticados com exploração da vulnerabilidade dos adolescentes.


Além das penas de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 500 mil por danos morais e fixou 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo vigente.

Prisão preventiva mantida

O magistrado manteve a prisão preventiva dos condenados, afirmando que continuam válidos os fundamentos que justificaram a medida cautelar. O regime fechado foi considerado incompatível com liberdade provisória.


O caso também está sob análise do Tribunal de Justiça da Paraíba, onde tramita pedido de habeas corpus. O julgamento deve ser retomado nesta terça-feira (24).


Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em agosto do ano passado em São Paulo e posteriormente transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde permanecem detidos.


Paralelamente, os dois respondem a processo na Justiça do Trabalho por acusações de tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.


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