Influenciador Hytalo Santos e marido são condenados por exploração de adolescentes na Paraíba
- comunicacao deolhonoacre
- 23 de fev.
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Justiça fixa penas de até 11 anos de prisão, multa e indenização de R$ 500 mil; defesa afirma que vai recorrer.

A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A sentença foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e tornada pública neste domingo (22).
Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Já Israel Vicente, conhecido como Euro, recebeu pena de 8 anos e 10 meses de reclusão. A defesa informou que vai recorrer da decisão.
Ambiente descrito como “reality show”
Na sentença, o magistrado aponta que os adolescentes eram inseridos em um ambiente artificial e controlado, comparado a um “reality show”, onde estariam expostos a contexto adulto e situações consideradas de risco extremo.
O juiz destacou ainda a existência de permissividade no local, inclusive com fornecimento de bebidas alcoólicas, além de negligência em relação à alimentação e à escolaridade das vítimas. Segundo a decisão, os crimes teriam sido praticados com exploração da vulnerabilidade dos adolescentes.
Além das penas de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 500 mil por danos morais e fixou 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo vigente.
Prisão preventiva mantida
O magistrado manteve a prisão preventiva dos condenados, afirmando que continuam válidos os fundamentos que justificaram a medida cautelar. O regime fechado foi considerado incompatível com liberdade provisória.
O caso também está sob análise do Tribunal de Justiça da Paraíba, onde tramita pedido de habeas corpus. O julgamento deve ser retomado nesta terça-feira (24).
Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em agosto do ano passado em São Paulo e posteriormente transferidos para o Presídio do Róger, em João Pessoa, onde permanecem detidos.
Paralelamente, os dois respondem a processo na Justiça do Trabalho por acusações de tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.














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