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Indígenas denunciam invasões e destruição de aldeias durante agenda em Brasília

Lideranças do Acre e Amazonas cobram demarcação de terras e relatam ameaças, violência e avanço do agronegócio sobre territórios tradicionais

foto reprodução
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Lideranças indígenas do Acre e do sul do Amazonas estiveram em Brasília entre os dias 27 e 30 de abril para denunciar casos de violência, invasões territoriais e cobrar a demarcação de terras tradicionais.

A comitiva reuniu representantes dos povos Jamamadi, Nukini, Huni Kui, Jaminawa, Manchineri e Madija.


Durante reuniões com órgãos do governo federal e instituições públicas, os indígenas relataram ameaças de morte, tentativas de assassinato, retirada ilegal de madeira e restrições de acesso a rios e áreas utilizadas pelas comunidades.


Segundo as lideranças, a demora na demarcação das terras tem aumentado os conflitos e deixado os territórios vulneráveis à grilagem e à exploração ilegal.

“Nós viemos cobrar a demarcação das nossas terras e a retirada dos invasores”, afirmou o cacique Cleoudo Olavo, do povo Jaminawa.


O cacique Aldo Napoleão Jaminawa denunciou que invasores têm impedido indígenas de acessar igarapés e recursos naturais essenciais para a sobrevivência das aldeias.

Na região da Serra do Moa, na fronteira entre Brasil e Peru, indígenas também denunciaram a destruição de uma aldeia inteira.


De acordo com o cacique Ni Nukini, casas, escola, posto de saúde e plantações foram incendiados durante o cumprimento de uma ordem judicial.


Outro ponto levantado pelas lideranças foi o avanço do agronegócio na região da AMACRO, área que abrange Acre, sul do Amazonas e parte de Rondônia.


Segundo o Conselho Indigenista Missionário, a expansão da agropecuária intensificou o desmatamento, as ocupações irregulares e os conflitos fundiários nos últimos anos.


Os indígenas também afirmam que áreas em processo de reconhecimento pela Funai estariam sendo alvo de regularização fundiária pelo Incra, situação que, segundo eles, aumenta a disputa por terras e favorece invasões.

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