HOMICÍDIO CULPOSO: "Após meses da Maior Tragédia na Via Verde": motorista é indiciado após laudo confirmar falhas em acidente que matou três
- Renalice Silva

- 30 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Cinco meses depois do acidente que tirou a vida de Macio da Silva, Carpegiane Lopes e Fábio Farias, a Polícia Civil do Acre concluiu o inquérito e indiciou o motorista Talysson Duarte por homicídio culposo na condução de veículo automotor. O laudo técnico, entregue nesta terça-feira (30), foi encaminhado ao Ministério Público do Acre (MP-AC), que decidirá se oferece denúncia.
Laudo aponta perda de controle na curva
Conforme a perícia, elaborada em parceria com especialistas de São Paulo, Talysson perdeu o controle da caminhonete ao descer a ladeira da Via Verde sob chuva e em declive. O veículo derrapou, girou na pista e invadiu a contramão, atingindo três motocicletas — duas com reboques — e arremessando as vítimas na rodovia.

“Ele deveria ter tido mais cuidado na condução. A velocidade não pôde ser determinada, mas ficou comprovada a perda de controle em condições que exigiam atenção redobrada”, afirmou o delegado Karlesso Néspoli.
Famílias criticam demora e cobram Justiça
Na apresentação do laudo, familiares das vítimas demonstraram indignação. A esposa de Fábio Farias, que morreu após mais de um mês internado, desabafou:
“Foram três vidas. Minha filha todos os dias pergunta pelo pai. Ele vai responder, mas seguirá vivendo normalmente, e nós ficamos com a dor.”

Polêmica sobre liberação do motorista
O caso ganhou repercussão também pela decisão da PRF-AC de liberar Talysson do local do acidente logo após a colisão, sob a justificativa de risco à integridade dele devido à revolta dos colegas das vítimas. O delegado responsável reconheceu que a conduta foi incorreta:
“Ele deveria ter sido conduzido e ouvido imediatamente. Isso não ocorreu, mas não comprometeu a investigação”, disse Néspoli.
Próximos passos
A defesa do motorista reafirma que o veículo derrapou na pista molhada e que ele está “abalado” com a tragédia. O teste do bafômetro deu negativo.
Agora, cabe ao Ministério Público analisar o inquérito e decidir sobre a denúncia. Especialistas lembram que, por se tratar de homicídio culposo — sem intenção de matar —, será dificilmente decretada prisão preventiva para réu primário, mas Vale lembrar que não é bom brincar com a sorte e nem com a Justiça que agora pode usar o caso como exemplo e Punir o suposto Acusado para manutenção da ordem pública, visto que as famílias das Vítimas já realizaram inúmeras Manifestações em busca de Justiça.




















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