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Hantavírus: médicos explicam como vírus ligado a mortes em cruzeiro é transmitido entre humanos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora um surto de hantavírus registrado no navio de cruzeiro MV Hondius, após a confirmação de casos suspeitos e mortes relacionadas à doença entre passageiros da embarcação. O caso chamou a atenção da comunidade científica por envolver a cepa Andes, considerada rara por possuir potencial de transmissão entre pessoas.

AFP/Getty Images via CNN Newsource
AFP/Getty Images via CNN Newsource
Segundo informações divulgadas pela CNN Internacional, ao menos oito passageiros apresentaram sintomas da doença. Três mortes já foram registradas e outros casos seguem sob investigação pelas autoridades de saúde internacionais.

De acordo com especialistas, os hantavírus normalmente são transmitidos por meio do contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A contaminação pode ocorrer principalmente quando partículas contaminadas ficam suspensas no ar em locais fechados.

No entanto, a cepa Andes, identificada no surto investigado no cruzeiro, é uma exceção entre os hantavírus conhecidos. Estudos científicos apontam que ela pode ser transmitida de pessoa para pessoa em situações específicas.

Reuters- Legenda da foto,As autoridades estão tomando precauções e usando roupas de proteção durante a evacuação dos passageiros do navio MV Hondiu
Reuters- Legenda da foto,As autoridades estão tomando precauções e usando roupas de proteção durante a evacuação dos passageiros do navio MV Hondiu

O microbiologista Gustavo Palacios, da Icahn Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, explicou que ainda existe pouca experiência científica sobre esse tipo de transmissão.

“Há uma experiência muito limitada no manejo deste vírus. Provavelmente estamos tendo menos de 300 casos na história de transmissão de humano para humano do vírus Andes”, afirmou o especialista à CNN Internacional.

O alerta atual relembra um surto registrado em 2018 na cidade de Epuyén, no sul da Argentina, onde 11 pessoas morreram após serem infectadas pela mesma variante viral.

Na ocasião, pesquisadores identificaram que pacientes contaminados conseguiram transmitir o vírus durante um curto período, principalmente no início dos sintomas, quando apresentavam febre.


A OMS informou que acompanha o caso do navio MV Hondius e reforçou que, apesar da gravidade, o hantavírus não possui potencial pandêmico semelhante ao da Covid-19, já que a transmissão entre humanos é considerada rara.


Ainda assim, a taxa de mortalidade preocupa especialistas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a infecção pode ser fatal em até 40% dos casos graves.

Os principais sintomas incluem febre, dores musculares, fadiga intensa e dificuldades respiratórias, podendo evoluir rapidamente para pneumonia severa.


As autoridades internacionais seguem realizando rastreamento de passageiros e pessoas que tiveram contato com os infectados após desembarques em diferentes países.


Fonte: CNN Internacional e Organização Mundial da Saúde (OMS).

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