#GUERRA CONTRA O CRIME: EUA mobilizam mais de 4 mil militares no Caribe e na América Latina em ofensiva contra cartéis
- Renalice Silva

- 16 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Pentágono fala em “demonstração de força”, mas medida amplia pressão sobre Maduro e amplia alerta na região
Os Estados Unidos anunciaram o envio de mais de 4.000 militares para águas próximas à América Latina e ao Caribe, em uma ação apresentada como parte da estratégia de combate a cartéis de drogas. A informação foi divulgada pela rede americana CNN, citando autoridades de defesa ouvidas sob condição de anonimato.

A missão será composta pelo grupo anfíbio USS Iwo Jima e pela 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, que passarão a atuar subordinados ao Comando Sul (Southcom). Também integram a operação um submarino de ataque de propulsão nuclear, aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon, destróieres e um cruzador lança-mísseis.
Conforme as fontes consultadas, a movimentação é, “por enquanto, principalmente uma demonstração de força”, sem indicação imediata de ataques diretos contra cartéis. No entanto, a mobilização amplia o leque de opções à disposição do Pentágono e do presidente Donald Trump, que assinou recentemente uma diretriz autorizando operações militares contra organizações classificadas por sua gestão como “narcoterroristas”.

Pressão sobre Maduro
Além do foco declarado no narcotráfico, analistas avaliam que a presença reforçada de tropas também funciona como instrumento de pressão política sobre o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, um dos principais alvos da política externa americana nos últimos anos.
A Marinha dos EUA confirmou o deslocamento do USS Iwo Jima, da 22ª unidade expedicionária e de outros dois navios — o USS Fort Lauderdale e o USS San Antonio —, mas não detalhou o destino final das embarcações.
Um terceiro oficial ouvido pela CNN afirmou que os recursos militares enviados têm como objetivo “enfrentar ameaças à segurança nacional dos EUA provenientes de organizações de narcotráfico e terrorismo na região”.
Na prática, a medida consolida uma das maiores movimentações militares americanas no entorno da América Latina desde a Guerra Fria, em um momento de crescente tensão diplomática com Caracas e de incertezas sobre a postura de governos da região diante da escalada.














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