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Governador de Roraima pede fechamento da fronteira com a Venezuela e alerta para risco de nova onda de refugiados

O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), solicitou ao governo federal o fechamento provisório da fronteira entre o Brasil e a Venezuela diante do agravamento da instabilidade política e militar no país vizinho. Segundo ele, a medida seria necessária para evitar uma nova e intensa onda migratória para o estado, que já enfrenta dificuldades para absorver o atual fluxo de refugiados.

Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet
“A Venezuela não cabe dentro de Roraima. O estado já tem um custo muito alto para lidar com os venezuelanos que entram no Brasil pela nossa fronteira”, afirmou o governador. Denarium defende que o fechamento seja temporário, até que a situação no país vizinho volte a um patamar de estabilidade.

De acordo com o chefe do Executivo roraimense, conversas foram mantidas neste sábado (3) com ministros do governo Lula, incluindo Rui Costa (Casa Civil), José Múcio (Defesa), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), com o objetivo de discutir medidas emergenciais.


Pressão migratória crescente

Dados do governo estadual indicam que entre 300 e 500 venezuelanos entram diariamente no Brasil pelo município de Pacaraima. No auge da crise migratória, em 2019, esse número chegou a 1.500 pessoas por dia. Atualmente, cerca de 2 mil migrantes são interiorizados mensalmente por meio da Operação Acolhida.

Denarium estima que aproximadamente 190 mil venezuelanos vivam hoje em Roraima, estado que possui uma população total em torno de 700 mil habitantes. “Cerca de 30% dos gastos do estado com saúde são destinados ao atendimento dessa população. Da mesma forma, aproximadamente 30% das ocorrências criminais envolvem imigrantes venezuelanos”, declarou.


Reação do governo brasileiro

Diante da escalada do conflito na Venezuela, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para avaliar os impactos políticos, humanitários e regionais da crise. Em nota pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou a ofensiva militar dos Estados Unidos em território venezuelano.


“Os bombardeios e a captura do presidente venezuelano ultrapassam uma linha inaceitável e representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, diz o comunicado, que também reforça a defesa do diálogo e do respeito ao direito internacional.


Crise internacional

A tensão aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro. Explosões foram registradas durante a madrugada, inclusive em Caracas. O governo venezuelano decretou estado de emergência e afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e da primeira-dama.


O cenário acende um alerta no Norte do Brasil, especialmente em Roraima, que teme sofrer novamente os impactos diretos de uma crise humanitária de grandes proporções.


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