Golpistas usam inteligência artificial para criar perfis falsos e enganar com conteúdo adulto
- fuxico nobalde
- 28 de abr.
- 1 min de leitura
Personagens simulam mulheres com deficiência para atrair vítimas e lucrar com promessas que nem sempre são cumpridas

Perfis criados com inteligência artificial estão sendo usados por golpistas para simular mulheres com deficiência em redes sociais e aplicar fraudes.
As contas divulgam conteúdos emocionais, com relatos de solidão, para atrair seguidores e direcioná-los a links pagos.
As personagens são totalmente digitais e variam entre diferentes perfis, como mulheres amputadas, cadeirantes, com vitiligo ou nanismo. Em alguns casos, até figuras mais incomuns são criadas com aparência realista. O objetivo é gerar engajamento e despertar interesse do público.
Nos comentários, seguidores costumam alternar entre elogios e abordagens de cunho sexual. Esse comportamento reforça a exploração da imagem dessas personagens, muitas vezes associada à fetichização.
De forma discreta, os perfis compartilham links que prometem acesso a conteúdos exclusivos. Em algumas situações, o material existe. Em outras, trata-se de golpe, com links falsos ou inválidos após o pagamento.
Especialistas alertam que a prática pode prejudicar a imagem de mulheres com deficiência e reforçar estigmas. Além disso, o uso dessas características como apelo pode ser considerado abusivo e enganoso quando há intenção de obter vantagem financeira.
Embora criar perfis com inteligência artificial não seja ilegal por si só, a fraude se configura quando há engano, promessa não cumprida ou obtenção de lucro indevido.
A identificação dos responsáveis é difícil, já que os perfis costumam ser removidos e reaparecem com novos nomes.
A orientação para quem for vítima é buscar o banco para tentar reaver o valor, registrar reclamação em órgãos de defesa do consumidor e guardar provas das transações realizadas.














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