Gasolina mais cara volta a pesar no bolso dos acreanos, que reclamam de aumento nos postos
- comunicacao deolhonoacre
- 16 de mar.
- 2 min de leitura
Mesmo sem reajuste oficial da gasolina pela Petrobras, consumidores de Rio Branco e Cruzeiro do Sul relatam alta no preço nas bombas

Motoristas e motociclistas do Acre voltaram a reclamar do aumento no preço da gasolina nos postos de combustíveis, mesmo sem anúncio oficial de reajuste da gasolina pela Petrobras. Consumidores de Rio Branco e Cruzeiro do Sul afirmam que já perceberam a diferença no valor cobrado nas bombas nos últimos dias.
No sábado (14), a Petrobras anunciou apenas reajuste no preço do diesel, que passou a custar R$ 0,38 a mais por litro para as distribuidoras. Apesar disso, o reflexo no mercado já preocupa consumidores e revendedores.
O Acre já figura entre os estados com uma das gasolinas mais caras do país. Em janeiro deste ano, o preço médio da gasolina comum no estado variava entre R$ 7,24 e R$ 7,25 por litro. Já o litro do etanol foi comercializado, em média, por R$ 5,99, também entre os valores mais altos do Brasil.
Outro fator que pode pressionar os preços é o cenário internacional. Neste mês, a guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril de petróleo de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100, aumentando o custo da matéria-prima usada na produção dos combustíveis.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), os revendedores já começaram a sentir o impacto ao adquirir novos estoques nas distribuidoras. De acordo com a entidade, houve dois reajustes lineares na gasolina e no diesel, que juntos chegaram a cerca de R$ 0,35 de aumento por litro.
O sindicato informou que a tendência é que os novos preços comecem a aparecer nas bombas ao longo desta semana, conforme os postos realizarem novas compras de combustível.
Para quem depende do veículo no dia a dia, o aumento preocupa. O soldador João Simão, que utiliza uma motocicleta como principal meio de transporte, afirma que o gasto mensal com gasolina já pesa no orçamento.
Segundo ele, a média de despesa com combustível gira em torno de R$ 80 por mês, mas com a alta o valor pode ultrapassar os R$ 100.
Diante do cenário, o trabalhador já pensa em alternativas para economizar.
“Eu estava pensando em comprar uma moto elétrica. Porque se a moto já gasta um pouco, imagina com o carro que gasta mais. Duplica tudo”, relatou.
A expectativa agora é de que os preços continuem sendo monitorados nas próximas semanas, principalmente diante das oscilações do mercado internacional do petróleo e do impacto nos custos de distribuição.














Comentários