Please Enable JavaScript in your Browser to Visit this Site.

top of page
Whatsapp Deolhonoacre
Renalice (1).gif

França enfrenta onda de Violência e protestos sangrentos durante posse do novo primeiro-ministro

Movimento “Vamos Bloquear Tudo” lidera manifestações contra cortes orçamentários; mais de 250 pessoas foram presas em confrontos com a polícia


A França viveu nesta quarta-feira (10) um dia marcado por protestos em diversas cidades, organizados pelo movimento popular Bloquons Tout (“Vamos Bloquear Tudo”, em tradução livre). As manifestações ocorreram no mesmo dia da posse do novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que assumiu após a queda de François Bayrou em um voto de desconfiança no início da semana.


Créditos:Jean-Francois Badias
Créditos:Jean-Francois Badias

Segundo o ministro do Interior, Bruno Retailleau, em fim de mandato, ao menos 250 pessoas foram presas até a manhã. Entre os incidentes registrados, um ônibus foi incendiado em Rennes e cabos elétricos próximos a Toulouse foram sabotados. Em Paris, manifestantes mascarados entraram em confronto com a polícia nos arredores da estação Gare du Nord, onde agentes usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.


Distúrbios em várias cidades

Lixeiras foram incendiadas, ruas bloqueadas e o acesso a escolas e infraestrutura foi interrompido em diferentes regiões. Mais tarde, um restaurante no centro de Paris foi incendiado, e lojas no complexo comercial de Les Halles fecharam as portas antes do horário habitual.


Os atos também reuniram milhares de pessoas em Marselha, Bordeaux e Montpellier. Muitos manifestantes exibiam cartazes contra o presidente Emmanuel Macron e o novo premiê, além de mensagens críticas à guerra em Gaza.


Origem e reivindicações do movimento

O “Vamos Bloquear Tudo” surgiu nas redes sociais há alguns meses e ganhou força durante o verão europeu, após o anúncio de cortes orçamentários de 44 bilhões de euros (cerca de R$ 280 bilhões) feito pelo então premiê François Bayrou. O grupo, de orientação à esquerda, reivindica aumento de investimentos em serviços públicos, impostos para altas rendas, congelamento de aluguéis e a renúncia de Macron.


Às vésperas da posse de Lecornu, o movimento convocou a população a realizar atos de desobediência civil contra “austeridade, desprezo e humilhação”.


Novo desafio político

Em discurso após assumir o cargo, Sébastien Lecornu afirmou que o país enfrenta um momento de instabilidade e prometeu iniciar imediatamente negociações com partidos e sindicatos.


“A crise política que atravessamos exige sobriedade e humildade. Teremos que ser mais criativos e sérios na forma de trabalhar com a oposição”, declarou.

Lecornu é o quinto primeiro-ministro da França em menos de dois anos. Sua nomeação foi criticada tanto pela direita quanto pela esquerda, e a oposição já articula uma nova moção de desconfiança.


O déficit francês atingiu 5,8% do PIB em 2024, e a dificuldade em formar maioria no Parlamento derrubou os dois últimos chefes de governo.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
  • Pagina do Instagram
  • Página Facebook
  • Página do X
  • Grupos do Whatsapp
  • Canal Oficial no Whatsapp

Veja Também

bottom of page