Facções criminosas avançam sobre destinos turísticos do Nordeste
- comunicacao deolhonoacre
- 29 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Porto de Galinhas, Pipa e Jericoacoara enfrentam expansão do tráfico e aumento da violência em meio ao crescimento do turismo

Cenários paradisíacos, águas cristalinas, frutos do mar e festas badaladas convivem com um cotidiano de insegurança e violência em alguns dos principais destinos turísticos do Nordeste brasileiro.
Em Porto de Galinhas (PE), Pipa (RN) e Jericoacoara (CE), o avanço de facções criminosas tem transformado essas localidades em pontos estratégicos para o tráfico de drogas e outras atividades ilegais.
Além das três praias, há relatos de atuação de grupos criminosos também em São Miguel dos Milagres (AL) e na região de Trancoso e Caraíva (BA). A presença das facções nesses locais é atribuída à combinação entre o alto fluxo de dinheiro do turismo e a fragilidade do controle estatal.
De acordo com o promotor de Justiça Eduardo Leal dos Santos, do município de Ipojuca, onde está Porto de Galinhas, "são como filiais do negócio de drogas", impulsionadas pela falta de controle desde as fronteiras até os centros urbanos.
Apesar de, em muitos casos, a atuação criminosa se manter distante do olhar dos visitantes, episódios recentes têm exposto a força dos grupos nas regiões litorâneas. Em Jericoacoara, por exemplo, o assassinato de um turista de 16 anos de São Paulo, em dezembro de 2024, ganhou repercussão nacional. Segundo a Polícia Civil do Ceará, o jovem foi confundido com um integrante de facção rival e morto por engano pelo Comando Vermelho, que domina o tráfico na região.
O caso reforçou os alertas sobre o impacto da expansão das facções em localidades antes vistas apenas como destinos de lazer. Para autoridades locais, a presença dos grupos nessas áreas representa um novo desafio para a segurança pública, exigindo estratégias específicas de combate ao crime organizado em regiões turísticas.














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