Ex-deputado Nilmário Miranda comenta reabertura de investigações sobre a ditadura
- Renalice Silva

- 2 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Político, que foi preso e torturado nos anos 1970, é assessor especial do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania

Nascido em Belo Horizonte e criado em Teófilo Otoni, Nilmário Miranda, 77, foi o primeiro ministro de Direitos Humanos do Brasil, cargo que ocupou em 2003 no primeiro mandato do presidente Lula. Na ditadura militar, foi condenado como inimigo do país, ficou preso por três anos e, por conta das torturas, está há 50 anos sem escutar pelo ouvido esquerdo.
Desde 2023, é assessor especial do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Atua na Comissão de Anistia e na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
Sobre a reabertura do caso que investiga a morte de Juscelino Kubitschek
O objetivo da investigação tem de ser a verdade histórica. Não é quem fez, quem matou, se estão vivos ou não. A nação tem direito de saber como um cara, como o presidente Juscelino, morreu e ter o acerto da verdade histórica.
O que falta para as famílias das vítimas da ditadura terem justiça?
Devolver os restos mortais. (...) Onde eles foram enterrados? Foram jogados? O que fizeram com os restos mortais dessas pessoas?
Sobre o filme “Ainda Estou Aqui”
O filme “Ainda Estou Aqui” chegou na hora certa, porque milhões de pessoas não sabiam o que é a ditadura. O filme toma a parte através da arte, que atinge a alma, que atinge o coração. Não é só a racionalidade, tem um condão de despertar a emoção das pessoas que não despertaria por outra narrativa (...) Funcionou, abriu às novas gerações o conhecimento do que foi a ditadura, para não repetir e reforçar o Estado democrático de direito.
Por: O TEMPO














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