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ETANOL DO CRIME: Usinas citadas em esquema do PCC movimentam 12,7 milhões de toneladas de cana em meio à nova política de etanol do governo Lula

ETANOL DO CRIME: Usinas citadas em esquema do PCC movimentam 12,7 milhões de toneladas de cana em meio à nova política de etanol do governo LulaEnquanto a Operação Carbono Oculto expõe fraudes no setor sucroenergético, Planalto amplia a mistura de etanol na gasolina para 30%


As usinas de cana-de-açúcar citadas na denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como parte de um esquema de adulteração de combustíveis, fraudes fiscais e lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) processam, juntas, 12,75 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O número, calculado pela consultoria RPA Consultoria, equivale a 2,1% da moagem total do Centro-Sul na safra 2025/26.



Usinas envolvidas

Entre as unidades apontadas estão:

  • Usina Itajobi – 2 milhões de toneladas;

  • Usina Carolo – 1,85 milhão de toneladas;

  • Usina Furlan – 2 milhões de toneladas;

  • Usina Comanche – 800 mil toneladas;

  • Usina Rio Pardo – 2,1 milhões de toneladas;

  • Goiás Bioenergia – 1,5 milhão de toneladas;

  • Usina Catanduva (Grupo Virgolino de Oliveira – GVO) – 2,5 milhões de toneladas.


Segundo a denúncia, o empresário Mohamad Hussein Mourad, apontado como ligado ao PCC, teria adquirido a Itajobi e a Carolo por meio de fundos de investimento, além de tentar comprar a Rio Pardo. O MP-SP também cita indícios de participação das usinas Furlan, Comanche e Goiás Bioenergia no esquema.


Produção de etanol


Usina Itajobi


A Usina Itajobi Ltda – Açúcar e Álcool possui o CNAE principal 19.31-4-00 — fabricação de álcool (etanol anidro ou hidratado) para fins carburantes e outros usos.

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A ANP autorizou em 2016 a ampliação da capacidade de produção de etanol nessa usina, com 540 mil litros diários de etanol hidratado e 300 mil litros diários de etanol anidro

Usina Carolo


A Usina Carolo S/A – Açúcar e Álcool está registrada com o CNAE principal em fabricação de açúcar, mas possui CNAEs secundários que incluem a fabricação de álcool (etanol)


A ANP havia autorizado a produção de 380 m³/d de etanol hidratado e 240 m³/d de etanol

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Posteriormente, essa autorização foi revogada em janeiro de 2025, mas logo restabelecida em junho de 2025 após decisão judicial favorável. A Carolo também produz etanol, com autorizações em vigor, embora tenha enfrentado interrupções devido a questões fiscais ou regulatórias.



Operação Carbono Oculto

A denúncia faz parte da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo MP-SP, MPF, Polícia Federal, Receita Federal e forças policiais estaduais. A investigação apura um esquema bilionário em que usinas e empresas do setor energético foram usadas para movimentar recursos ilícitos, mascarar operações financeiras e beneficiar o crime organizado no BRASIL através do PCC.


Contexto político: Narrativa do incentivo ao etanol

Enquanto o setor é alvo de investigações por ligação com a facção criminosa PCC, o governo federal ampliou os incentivos à produção de etanol. Em junho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei do Combustível do Futuro, que autorizou o aumento da mistura sendo obrigatória de etanol na gasolina para 30%. A medida entrou em vigor em 1º de agosto de 2025.


Segundo o Planalto, a medida teria três objetivos principais:

  • elevar a chamada autossuficiência do Brasil em gasolina modificada com etanol — iniciativa que especialistas alertam poder trazer riscos mecânicos futuros a veículos;

  • reduzir a emissão de gases de efeito estufa — justificativa recorrente em políticas do setor energético;

  • diminuir os custos ao consumidor — algo que, até o momento, não se confirmou, já que o preço do combustível segue elevado em diversas regiões do país.


A coincidência entre o fortalecimento estatal do setor e a denúncia contra usinas infiltradas por esquemas criminosos do PCC evidencia o desafio de garantir que a política de incentivo ao etanol não seja apropriada por organizações criminosas que utilizam os mesmos mecanismos do setor para lavar dinheiro e fraudar impostos.

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