Estrada esquecida: Estrada do Pentecoste vira símbolo de abandono e deixa moradores quase isolados no interior do Acre
- Renalice Silva

- 17 de abr.
- 2 min de leitura
A situação da Estrada do Pentecoste, na zona rural de Cruzeiro do Sul, tem gerado revolta entre moradores que dependem diariamente do acesso para trabalhar, estudar e buscar serviços básicos. Localizada no distrito do Deraque, a via é considerada estratégica por ligar diversas comunidades rurais tanto de Cruzeiro do Sul quanto de Mâncio Lima.

Segundo relatos, o trecho atende localidades como Ramal do Japãozinho, Ramal do Monteiro, Belo Jardim, Areal, Santa Luzia do Pentecoste, Poeirinha, Belo Monte, além de outros ramais importantes que também dão acesso à BR-307. Apesar da relevância, a estrada enfrenta condições críticas, com pelo menos quatro pontos considerados praticamente intrafegáveis.
Moradores denunciam que a precariedade tem impactado diretamente a educação. Ônibus escolares estão atolando com frequência, impedindo que alunos cheguem às aulas. Além disso, muitos residentes não possuem veículo próprio e dependem exclusivamente do transporte coletivo, que também tem enfrentado dificuldades para circular. Vans que realizam o trajeto diário já não conseguem completar o percurso, enquanto carros pequenos sofrem danos constantes.
A situação, segundo a comunidade, não é recente. A promessa de pavimentação da estrada teria sido feita ainda no primeiro mandato do atual governo estadual, mas nunca saiu do papel. Mesmo com informações sobre destinação de emendas parlamentares por políticos como Zezinho Barbary e Sérgio Petecão, os moradores afirmam que nenhuma melhoria concreta foi realizada até agora.
Com uma população estimada em mais de 6 mil pessoas, a região do Pentecoste cobra atenção urgente das autoridades. A indignação aumenta ao comparar a realidade local com outras vilas próximas, que já contam com acesso asfaltado. Segundo os relatos, Santa Luzia do Pentecoste é atualmente a única comunidade da região que permanece sem pavimentação, reforçando a sensação de abandono.
Diante do cenário, moradores fazem um apelo para que o poder público finalmente execute as melhorias prometidas e garanta condições mínimas de mobilidade para quem vive na região.














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