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Espanha reage a Trump e tensão explode com ameaça de corte comercial em meio à guerra no Oriente Médio

Premiê Pedro Sánchez acusa presidente dos EUA de “brincar de roleta russa” com milhões após negativa de uso de bases contra o Irã.

foto reprodução
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A crise diplomática entre Estados Unidos e Espanha ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (4), após o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmar que o presidente norte-americano, Donald Trump, está “brincando de roleta russa” com o destino de milhões de pessoas ao intensificar a ofensiva contra o Irã.

A declaração ocorreu após Trump anunciar, na terça-feira (3), que pretende cortar todas as relações comerciais com a Espanha, depois que o governo espanhol negou autorização para o uso de bases militares no sul do país em ataques norte-americanos contra o território iraniano.


“É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Você não pode jogar roleta russa com o destino de milhões”, disse Sánchez em pronunciamento televisionado à nação. O premiê afirmou ainda que a posição do governo espanhol pode ser resumida em três palavras: “Não à guerra”.


Escalada diplomática

As tensões entre os dois aliados da Otan aumentaram após Sánchez classificar os bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã como imprudentes e ilegais. Em seguida, Madri proibiu aeronaves norte-americanas de utilizarem bases navais e aéreas espanholas para operações relacionadas ao conflito.


Em resposta, Trump declarou na Casa Branca que determinou ao secretário do Tesouro que interrompa relações comerciais com a Espanha. Durante o anúncio, feito ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente norte-americano criticou duramente o governo espanhol.


Após as ameaças, o governo da Espanha afirmou que os Estados Unidos precisam respeitar as regras do direito internacional e os acordos comerciais firmados com a União Europeia.


A Comissão Europeia também saiu em defesa de Madri e declarou estar pronta para proteger os interesses do bloco europeu.


Repercussão e alerta internacional

Sánchez citou como exemplo os efeitos colaterais da Guerra do Iraque, apontando consequências como aumento do terrorismo e alta nos preços da energia, para argumentar que um novo conflito pode gerar impactos globais imprevisíveis.


Do lado iraniano, a retórica também se intensificou. O general Ebrahim Jabari, da Guarda Revolucionária, advertiu que, caso os bombardeios continuem, “todos os centros econômicos” do Oriente Médio poderão ser alvo de retaliação.


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