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Escândalo Master: investigados pagam mais de R$ 50 milhões e acumulam centenas de processos no mercado financeiro

Acordos com órgão regulador evitam julgamentos, mas revelam indícios de irregularidades, conflitos de interesse e até manipulação de mercado

foto reprodução
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Investigados pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master firmaram acordos que resultaram no pagamento de mais de R$ 50 milhões em indenizações a investidores, além de multas milionárias, segundo informações obtidas pela CNN Brasil.

Os processos foram conduzidos pela Comissão de Valores Mobiliários, que desde 2017 instaurou 314 investigações para apurar possíveis irregularidades no mercado financeiro ligadas ao grupo.


Em dois desses casos, os investigados assinaram termos de compromisso — mecanismo legal que permite encerrar processos sem julgamento — mediante pagamento de cerca de R$ 5,3 milhões em multas e mais de R$ 51 milhões em indenizações a investidores prejudicados.


Um dos principais episódios analisados envolveu a emissão irregular de debêntures pelas empresas Centara Investimentos e Simsan Construções. De acordo com a CVM, foram identificados conflitos de interesse, incluindo situações em que empresas atuavam simultaneamente como emissoras e intermediárias das operações.


As investigações apontaram que recursos captados com investidores foram direcionados de forma irregular, levando à necessidade de devolução dos valores. Ao todo, dezenas de milhões de reais foram restituídos aos investidores em 2019. As duas empresas tiveram seus registros encerrados e não operam mais.


Além disso, o processo resultou na aplicação de multas que somam cerca de R$ 2,3 milhões. Entre os alvos está o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado à Máxima S.A. CCTVM, apontada como intermediária das operações.


Outro caso apurado pela CVM envolveu suspeitas de manipulação de preços no mercado, com operações consideradas atípicas em negociações de fundos imobiliários. O antigo Banco Máxima — hoje Banco Master — e um operador do mercado firmaram acordo em 2022, com pagamento de mais de R$ 2,9 milhões em multas.


Parte dos investigados também foi alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes, concessão irregular de crédito e outras práticas ilícitas no sistema financeiro.


Um levantamento recente da CVM identificou falhas recorrentes em transparência, governança e controles internos nas entidades ligadas ao grupo. Também foram apontados indícios de práticas mais graves, como uso de informação privilegiada (insider trading), fraude contra investidores e manipulação de mercado.


Ao todo, foram registrados ainda dezenas de alertas formais e 14 processos sancionadores, que podem resultar em punições mais severas.


As defesas dos envolvidos afirmam que os acordos firmados seguem a legislação e não representam admissão de culpa, destacando que os termos de compromisso são instrumentos comuns no mercado para encerrar processos administrativos.


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