Erika Hilton é eleita presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e faz história na Câmara
- Renalice Silva

- 12 de mar.
- 2 min de leitura
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu 11 votos, enquanto outros 10 membros do colegiado optaram por votar em branco.
Com a eleição, Erika Hilton se torna a primeira mulher trans a presidir a comissão. Ela assume o cargo no lugar da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).

Durante o discurso de posse, a nova presidente destacou o simbolismo do momento e afirmou que pretende conduzir os trabalhos com diálogo e foco na defesa dos direitos das mulheres em todo o país.
“Esta presidência não é apenas um nome, é o símbolo de uma democracia que se expande. Minha gestão tratará de todas as mulheres: das mães solo, das mulheres trabalhadoras, das mulheres negras, indígenas e das que lutam por sobrevivência e dignidade em todos os cantos deste país”, declarou.
Prioridades da gestão
Entre as principais metas anunciadas pela nova presidente da comissão estão:
Fiscalizar a rede de proteção e as Casas da Mulher Brasileira;
Enfrentar a violência política de gênero;
Promover políticas públicas de saúde integral para as mulheres.
Além da presidência, também foram eleitas para a mesa diretora da comissão:
Laura Carneiro (PSD-RJ) como 1ª vice-presidente;
Adriana Accorsi (PT-GO) como 2ª vice-presidente;
Socorro Neri (PP-AC) como 3ª vice-presidente.
Debate e críticas da oposição
A eleição gerou forte debate dentro da comissão. Parlamentares da oposição criticaram o resultado e defenderam que o colegiado deveria ser presidido por uma mulher cisgênero.
A deputada Chris Tonietto (PL-RJ) afirmou que a comissão deveria priorizar pautas ligadas à família e à dignidade da mulher. Já a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) declarou que a presidência deveria ser ocupada por uma “mulher de fato”, posicionamento que gerou reação de parlamentares aliadas à nova presidente.
Defesa da diversidade
Deputadas da base governista e aliadas defenderam a legitimidade da eleição e destacaram a importância de um espaço plural no colegiado.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que a comissão deve acolher a diversidade das mulheres brasileiras e criticou manifestações consideradas preconceituosas durante o debate.
Segundo ela, o colegiado precisa atuar na defesa da igualdade e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade.
A nova gestão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deverá conduzir debates e fiscalizar políticas públicas voltadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres ao longo de 2026.














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