Eleitorado acima dos 60 anos cresce 74% e ganha peso decisivo nas eleições
- Renalice Silva

- 15 de abr.
- 2 min de leitura
Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral, aponta um avanço expressivo da chamada “geração prateada” no eleitorado brasileiro. Nos últimos 16 anos, o número de eleitores com 60 anos ou mais cresceu 74%, índice muito superior ao aumento geral de votantes no país, que foi de 15% no mesmo período.

Em números absolutos, esse público saltou de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em 2026. Hoje, os eleitores acima dos 60 anos já representam cerca de 23,2% do total, praticamente um em cada quatro votantes.
Segundo o estudo, esse crescimento acompanha o envelhecimento da população brasileira e pode ter impacto direto nas eleições, especialmente em cenários mais disputados. A diferença apertada registrada no pleito presidencial de 2022 reforça o peso estratégico desse grupo.
Participação maior nas urnas
Além de crescer em número, os eleitores mais velhos também têm comparecido mais às urnas. A taxa de abstenção entre pessoas com mais de 60 anos caiu nas últimas eleições, passando de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022.
Entre os maiores de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a ausência também diminuiu: de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022. Já no eleitorado geral, o movimento foi inverso, com leve aumento da abstenção ao longo dos anos.
Influência crescente
O estudo destaca que, embora não determine sozinho o resultado de uma eleição, o eleitorado 60+ pode funcionar como um fator decisivo em disputas equilibradas. Ao lado dos jovens entre 16 e 18 anos, esse grupo é considerado estratégico nas campanhas.
Mais candidatos idosos
Outro dado relevante é o aumento no número de candidatos com mais de 60 anos. Nas eleições municipais de 2024, mais de 70 mil pessoas dessa faixa etária disputaram cargos, o equivalente a 15% das candidaturas — o maior número da série histórica iniciada em 1998.
A tendência, segundo a pesquisa, é de que tanto a participação quanto a influência dos eleitores mais velhos continuem crescendo nos próximos anos, acompanhando o envelhecimento da população brasileira.














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