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Eduardo Bolsonaro lamenta fim das sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes e critica supostas contrapartidas do governo brasileiro

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (20) que lamenta a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.

Foto: Reprodução Flickr/partido
Foto: Reprodução Flickr/partido

Segundo o ex-parlamentar, a decisão dos EUA pode ter envolvido contrapartidas oferecidas pelo governo brasileiro, o que ele classificou como grave. Entre os pontos citados estariam a concessão de áreas com terras raras para exploração por empresas norte-americanas, mudanças no tratamento das redes sociais, cooperação no combate ao crime organizado e o fim de parcerias estratégicas entre Brasil e China no setor de satélites.


“Se vocês fossem presidentes, entregariam aquilo que temos de mais precioso, em termos de recursos naturais, em troca de uma sanção individual contra uma pessoa?”, questionou Eduardo. “Não me surpreenderia, mas ficaria enojado se isso tivesse sido feito”, afirmou.

O ex-deputado também alegou que a retirada das sanções teria sido influenciada por pressões de setores políticos e econômicos brasileiros, citando a atuação de senadores e de entidades como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) junto ao Departamento de Estado dos EUA.


Ao comentar sua própria atuação nos Estados Unidos, Eduardo negou ter feito lobby por tarifas alfandegárias contra o Brasil. Segundo ele, os contatos mantidos foram de caráter parlamentar. “Lobby exige credenciamento. O que houve foram reuniões e conversas institucionais”, disse.

PL da Dosimetria e críticas ao STF


Durante a entrevista, Eduardo também comentou informações sobre um possível acordo envolvendo a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria como moeda de troca para a retirada das sanções contra Moraes. Ele afirmou não haver confirmação oficial sobre essa articulação, embora reconheça movimentações políticas em torno do tema.


O ex-deputado voltou a criticar o STF e atribuiu a cassação de seu mandato a pressões da Corte. Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, teria sido coagido por Alexandre de Moraes para conduzir o processo. Eduardo ainda mencionou investigações envolvendo a Prefeitura de Patos (PB), administrada por familiares de Motta, como fator de pressão política.


Eduardo Bolsonaro disse temer ser preso caso retorne ao Brasil. “Alguém duvida que, se eu voltar, serei preso por qualquer acusação que inventem?”, afirmou, classificando sua cassação como um episódio sem precedentes.


Eleições de 2026

Ao final da entrevista, Eduardo declarou que pretende apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de 2026. Segundo ele, o irmão é um “nome viável” para a disputa e sua contribuição deverá ocorrer principalmente no campo internacional, com articulações junto a países árabes, Israel e Estados Unidos.


Eduardo também afirmou que tem mantido contatos com autoridades norte-americanas por meio de mensagens e que reduziu viagens a Washington devido à paralisação parcial do governo dos EUA nos últimos meses.


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