Dono do Banco Master pode fechar delação premiada após análise de celulares apreendidos
- comunicacao deolhonoacre
- 9 de mar.
- 2 min de leitura
Investigação da Polícia Federal analisa oito aparelhos de Daniel Vorcaro e busca mapear envolvidos na Operação Compliance Zero.

A possibilidade de um acordo de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve ser discutida somente após a análise completa dos celulares apreendidos pela Polícia Federal. A medida ocorre no contexto da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, os investigadores querem primeiro compreender a dimensão total do caso e identificar possíveis envolvidos antes de avançar nas negociações de colaboração premiada.
Oito celulares apreendidos
No momento da prisão mais recente de Vorcaro, realizada em São Paulo na última quarta-feira (4), agentes da Polícia Federal apreenderam mais três celulares com o empresário. Com isso, o total de aparelhos recolhidos chegou a oito dispositivos, que ainda estão lacrados e aguardam perícia técnica.
A extração de dados desses equipamentos deve revelar mensagens, contatos e eventuais provas que podem ajudar os investigadores a reconstruir a rede de relações do empresário e identificar possíveis participantes do esquema investigado.
Delação pode ser feita com a PF
Especialistas explicam que a colaboração premiada não precisa necessariamente ser firmada com a Procuradoria-Geral da República. A legislação brasileira permite que o acordo seja celebrado diretamente com a Polícia Federal.
De acordo com o advogado criminalista Paulo Suzano, a medida é prevista na lei e pode ocorrer dependendo das circunstâncias do caso.
“A legislação prevê, sim, que o delegado de polícia possa celebrar esse tipo de acordo. Depende das especificidades de cada situação”, explicou.
Caso aceite colaborar com as investigações, Vorcaro poderá ter redução de pena de até dois terços ou até mesmo perdão judicial, desde que apresente provas relevantes e indique participantes com posição superior dentro da suposta organização criminosa.
Relação com autoridades
O temor de uma possível delação aumentou após o vazamento de mensagens que indicariam proximidade do empresário com autoridades dos Três Poderes.
Entre os nomes citados nas investigações aparece o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Em uma das mensagens obtidas pelos investigadores, enviada no dia 17 de novembro — data em que Vorcaro foi preso pela primeira vez — o empresário teria perguntado ao destinatário se ele havia conseguido “bloquear” algo.
No entanto, Moraes afirmou que não é o destinatário das mensagens divulgadas. Segundo o ministro, os registros apresentados não correspondem aos seus contatos nos arquivos analisados.
Após a divulgação das conversas, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, determinou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento de dados do celular de Vorcaro.
Prisão em presídio federal
Vorcaro foi preso novamente na semana passada durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Atualmente, o empresário está custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, uma das cinco unidades de segurança máxima do país, enquanto as investigações seguem em andamento.














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