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Doenças respiratórias avançam no Acre e internações batem recorde em 2026

Estado registra mais de 1,5 mil casos graves, com aumento de mortes entre crianças e pressão sobre hospitais

foto reprodução
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O Acre enfrenta um dos momentos mais críticos dos últimos anos em relação às doenças respiratórias. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) revelam que o estado registrou 1.547 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre as semanas epidemiológicas 1 e 22 de 2026, o maior número dos últimos três anos.

O total representa um crescimento de 27,75% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 1.211 internações. Em relação a 2025, que registrou 1.134 casos, o aumento foi de 36,42%.


Diante do avanço dos casos, o Acre atingiu oficialmente o nível de alerta para SRAG. O cenário tem provocado forte pressão sobre a rede hospitalar, principalmente nos leitos pediátricos e nas unidades de terapia intensiva.


Crianças são as mais afetadas

O boletim epidemiológico mostra que as crianças concentram a maior parte das internações. A faixa etária de 2 a 4 anos lidera os registros, com 331 casos. Em seguida aparecem crianças de 5 a 9 anos, com 289 internações, e menores de 2 anos, com 237 ocorrências.


Entre os idosos com mais de 60 anos, foram registradas 291 internações. Os dados confirmam que crianças e idosos continuam sendo os grupos mais vulneráveis às complicações provocadas por infecções respiratórias.


Circulação de vírus amplia número de casos

Segundo a Sesacre, o aumento das hospitalizações está relacionado à circulação simultânea de vários vírus respiratórios. Entre eles estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus, Influenza A, Influenza H1N1, Influenza H3N2, Adenovírus, Metapneumovírus e SARS-CoV-2.


Especialistas apontam que o VSR, o Rinovírus e a Influenza A estão entre os principais responsáveis pelo crescimento das internações, especialmente entre crianças pequenas.


Rio Branco lidera notificações

A capital concentra o maior número de casos graves registrados no estado. Rio Branco soma 629 notificações, enquanto Cruzeiro do Sul aparece em segundo lugar, com 236 registros.


Municípios do interior também apresentam números expressivos. Marechal Thaumaturgo contabilizou 136 casos e Feijó registrou 125 notificações, demonstrando que a circulação dos vírus ocorre em todas as regiões do Acre.


Hospitais operam sob pressão

O Hospital Infantil Yolanda Costa e Silva é a unidade com maior volume de atendimentos relacionados à SRAG, com 405 notificações. Em seguida aparece o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, com 349 casos.


O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) registrou 157 notificações. Outras unidades também apresentam números elevados, como a Unidade Mista de Marechal Thaumaturgo, a Fundhacre, a Pronto Clínica de Rio Branco, o Hospital Dr. Abel Pinheiro Maciel Filho e o Hospital Geral de Feijó.


Mais de 10 mil atendimentos por síndrome gripal

Além dos casos graves, o Acre registrou 10.624 atendimentos por síndrome gripal nas unidades sentinelas monitoradas pela Sesacre entre as semanas 1 e 22 deste ano.


Embora o número seja inferior ao registrado em 2025, quando houve 11.180 atendimentos, os dados indicam aumento da procura por assistência médica nas últimas semanas. A faixa etária de 20 a 29 anos lidera os atendimentos ambulatoriais por sintomas gripais.


Aumento de mortes entre crianças acende alerta

O boletim também destaca uma mudança no perfil das mortes causadas por doenças respiratórias. Enquanto os óbitos entre idosos apresentaram queda significativa, a mortalidade infantil aumentou em 2026.


Entre crianças menores de 2 anos foram registradas oito mortes nos cinco primeiros meses do ano. No mesmo período, foram três óbitos em 2024 e quatro em 2025. O aumento preocupa as autoridades de saúde e reforça a necessidade de medidas preventivas para conter o avanço das doenças respiratórias no estado.

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