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Doença respiratória grave mantém Acre em alerta, diz Fiocruz — crianças são as mais afetadas

Mesmo com queda no resto do Brasil, estado segue com risco moderado a alto; vírus sincicial respiratório preocupa e especialistas reforçam importância da vacinação e cuidados básicos

Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet
Mesmo com a queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do Brasil, o Acre continua em nível de atenção.Segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, o estado está entre as 20 unidades da federação com risco moderado a alto para a doença — principalmente em crianças pequenas, afetadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

O boletim, referente à Semana Epidemiológica 30 (20 a 26 de julho e ), mostra que o VSR segue em alta em vários estados, com destaque para aumento de casos no Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte e uma retomada do crescimento no Rio Grande do Sul. No Pará, a preocupação é com os idosos, mas ainda não se sabe qual vírus está por trás do aumento.


No cenário nacional, a tendência geral é de queda, puxada pela redução de hospitalizações por influenza A e VSR em grande parte do país. Já os casos graves de Covid-19 seguem baixos, exceto no Ceará, onde há crescimento de SRAG associada ao coronavírus.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta que, mesmo com a melhora em boa parte do Brasil, ainda é preciso cautela:

“Ainda temos um número alto de casos em crianças e idosos. É fundamental manter a vacinação contra a Covid-19 e a gripe em dia. Essa é a principal forma de prevenção contra casos graves.”

O levantamento aponta que, nas últimas quatro semanas, entre os casos positivos de SRAG no país:

  • 47,7% foram causados pelo vírus sincicial respiratório

  • 31% por rinovírus

  • 17,4% por influenza A

  • 4% por Covid-19

Entre os óbitos, o influenza A lidera, seguido pelo VSR e pela Covid-19.

A Fiocruz também reforça medidas simples que ajudam a conter a disseminação:

  • Isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado

  • Uso de máscara em locais fechados e com aglomeração

  • Higienização frequente das mãos

  • Procurar atendimento médico rápido em casos de falta de ar ou febre alta

Apesar da melhora no quadro nacional, o Acre — junto de outros estados — precisa continuar vigilante para evitar que os números voltem a subir. E o recado dos especialistas é claro: a prevenção ainda é a arma mais poderosa contra a SRAG.


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