Diesel no rio coloca Tarauacá em alerta máximo e leva prefeitura a decretar emergência
- fuxico nobalde
- 29 de abr.
- 2 min de leitura
Substância se espalha com a cheia e ameaça abastecimento, saúde e sustento de comunidades inteiras

A Prefeitura de Tarauacá decretou situação de emergência nas áreas atingidas pela contaminação do Rio Tarauacá após o derramamento de cerca de 50 mil litros de óleo diesel ocorrido no dia 24 de abril, na região de Jordão.
A decisão foi oficializada pelo Decreto nº 035, publicado em 27 de abril de 2026, com validade de 180 dias e possibilidade de prorrogação conforme a evolução do cenário.
De acordo com o documento, o vazamento representa um risco grave ao meio ambiente, à saúde da população e ao abastecimento de água.
O problema atinge diretamente moradores de áreas urbanas, rurais, indígenas e ribeirinhas que dependem do rio para consumo, preparo de alimentos e atividades do dia a dia.
Além da ameaça à população, o impacto ambiental preocupa. Há risco de morte de peixes, contaminação de habitats e danos aos ecossistemas locais.
A situação também afeta pescadores artesanais e produtores rurais que utilizam a água para criação de animais e cultivo, o que pode provocar perdas financeiras e dificuldades no acesso a alimentos.
O avanço do nível do rio agravou ainda mais o problema. O Rio Tarauacá chegou a 9,40 metros, muito próximo do limite de transbordamento, e depois atingiu 9,90 metros, ultrapassando a cota. Com a cheia, o diesel pode se espalhar para áreas alagadas, alcançando casas, ruas e espaços públicos, ampliando os danos ambientais e os riscos à saúde.
O volume de chuvas acima da média também contribui para a rápida dispersão do combustível ao longo do rio, o que aumenta a preocupação em regiões mais distantes. Comunidades indígenas e ribeirinhas ao longo do curso do rio estão entre as mais vulneráveis, por dependerem diretamente dos recursos naturais.
As ações iniciais ainda são limitadas. Segundo a prefeitura, há apenas 100 metros de barreiras de contenção disponíveis, quantidade insuficiente diante da dimensão do vazamento.
Com isso, o município reconhece que não tem capacidade para enfrentar a situação sozinho e solicita apoio do Governo do Estado e da União para conter os danos e proteger a população.














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