Dia Mundial do Rim alerta para doenças renais silenciosas e reforça importância da prevenção
- Renalice Silva

- 12 de mar.
- 2 min de leitura
No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), especialistas chamam a atenção para o avanço silencioso das doenças renais e destacam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular.

Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar a doença renal crônica (DRC) como prioridade global de saúde pública. A condição passou a integrar o grupo das principais doenças crônicas não transmissíveis, ao lado de enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento internacional reforça a necessidade de ampliar investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento. A entidade também alerta para a influência de fatores ambientais no risco de desenvolvimento de doenças renais ao longo da vida.
Segundo o médico nefrologista Geraldo Freitas, do Hospital Universitário de Brasília, os rins são órgãos essenciais para o funcionamento do organismo. Eles são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas pela urina, equilibrar sais minerais como sódio, potássio e cálcio e produzir hormônios que ajudam a controlar a pressão arterial.
No entanto, diversas condições podem comprometer o funcionamento dos rins. Entre os principais fatores de risco estão diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo, histórico familiar de doença renal, uso inadequado de medicamentos, infecções urinárias recorrentes, desidratação frequente e baixo consumo de água.
O especialista também alerta para o uso frequente de anti-inflamatórios sem orientação médica, que pode prejudicar os rins ao longo do tempo. “Alguns medicamentos podem ser nefrotóxicos e causar perda progressiva da função renal, especialmente quando utilizados de forma contínua ou sem acompanhamento”, explica.
Outro desafio é que as doenças renais costumam evoluir de forma silenciosa. Muitas vezes, os pacientes procuram atendimento especializado apenas quando já apresentam perda significativa da função dos rins.
Por isso, médicos recomendam a realização de exames simples para identificar alterações precoces, como a medição da creatinina no sangue e exames de urina com pesquisa de albuminúria, além do acompanhamento da pressão arterial e dos níveis de glicose.
Entre os principais sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar avaliação médica estão:
inchaço nas pernas, tornozelos ou rosto;
urina escura ou espumosa;
alterações na frequência urinária;
aumento da urina durante a noite;
dores lombares ou cólicas renais;
cansaço excessivo;
perda de apetite, náuseas e vômitos persistentes;
pressão arterial elevada;
dificuldade para controlar a glicemia.
Especialistas reforçam que hábitos saudáveis, hidratação adequada e exames regulares são fundamentais para preservar a saúde dos rins e evitar complicações futuras.












Comentários