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Desespero Político é coisa de quem não tem obra, não tem argumento e precisa de escândalo pra aparecer

Há ataques que dizem mais sobre quem os faz do que sobre quem os recebe. As declarações do secretário Luiz Calixto pertencem exatamente a essa categoria.


Ao revisitar um episódio já esclarecido e superado da vida do senador Alan Rick, Calixto não buscou a verdade, buscou um alvo.

Naquele episódio, Alan enfrentava um drama familiar profundo, sua esposa e seu filho tinham recém passado por uma situação de quase morte. Qualquer pai reconhece o peso desse momento. Qualquer ser humano reconhece o limite emocional. Alan reconheceu o erro, pediu desculpas públicas e seguiu em frente, como fazem os homens verdadeiramente íntegros.

Calixto, porém, preferiu ignorar tudo isso. Não por convicção, mas por conveniência. Requentar esse episódio, anos depois, como arma política, apenas revela o desespero de quem não tem argumentos nem realizações para apresentar.


É curioso, para não dizer irônico, que tais lições morais venham justamente de Calixto, figura historicamente associada a episódios públicos de descontrole, violência doméstica e ao ambiente político de ódio e perseguição que ele tenta implantar no Acre.

E enquanto aponta o dedo para os outros, ignora que integra um governo que responde a uma das maiores investigações por corrupção da história recente do estado, a Operação Ptolomeu, investigação essa que nasceu de fatos, documentos, depoimentos e provas.


Esse tipo de postura tem uma lógica conhecida: quando falta argumento, busca-se ruído, quando falta grandeza, procura-se escândalo, quando falta obra, procura-se inimigo. É um mecanismo antigo da política, o ressentido tenta destruir reputações que não consegue alcançar por mérito próprio. Uma prova inequívoca dessa perversidade são os recentes episódios de exonerações de servidores do estado, cujo único delito, foi serem ligados a aliados do senador. Calixto é o escalado para fazer o mal e “preservar” a “imagem” da vice-governadora. Mas a verdade é que não conseguem esconder o ódio, a inveja, a maldade e sua própria arrogância.


O que impressiona não é a crítica, mas a seletividade moral. Enquanto acusa, Calixto se cala sobre os processos que envolvem o governo do qual participa. Acusa quem tem trabalho e dedicação pelo Acre e sempre que pode utiliza o discurso da intimidação. Aponta o dedo, mas pisa no terreno movediço que tenta imputar ao outro.

Não há nada mais revelador do que alguém que tenta desconstruir a dignidade alheia para preencher o vazio da própria.

O Acre espera maturidade, não teatralidade. Espera responsabilidade, não espetáculos. Espera líderes que olhem para frente, não para os buracos de seus próprios ressentimentos.


O senador Alan Rick segue trabalhando com seriedade, coerência e respeito e é justamente isso que incomoda quem transforma divergências políticas em ataques pessoais.


Aqui fica meu convite ao secretário:

antes de tentar julgar a integridade dos outros, faça um esforço honesto.

Olhe para o próprio espelho.

Ele costuma ser o mais duro e, por isso mesmo, o mais necessário dos juízes.


ROBERTO DUARTE

Deputado Federal (REP/AC)


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