🟥Desafiador e Polêmico: Moraes vai ao estádio, sorri e mostra dedo médio após sanção histórica dos EUA
- Renalice Silva

- 30 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Ministro do STF reage com gesto obsceno horas depois de ser alvo da Lei Magnitsky, em um dos episódios mais explosivos da relação Brasil-EUA; ida ao jogo do Corinthians vira símbolo de afronta e provoca avalanche de reações

No mesmo dia em que se tornou alvo de uma das sanções mais severas já aplicadas pelo governo dos Estados Unidos a um magistrado de um país democrático, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apareceu sorridente e desafiador na Neo Química Arena, em São Paulo. O episódio, que já é considerado histórico, ganhou contornos ainda mais polêmicos quando o ministro, ao notar a presença do público, levantou o dedo do meio — gesto obsceno que repercutiu imediatamente nas redes sociais e inflamou o debate político e jurídico no país.
A ida ao clássico entre Corinthians e Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, transformou-se em um ato público carregado de simbolismo. Acompanhado da esposa, Moraes acenou para os torcedores, ouviu gritos de apoio e provocação, respondeu com um “Vai, Corinthians!” e, em meio à tensão do momento, ergueu o dedo médio. O gesto, interpretado por muitos como uma resposta direta às críticas e sanções, caiu como uma bomba no cenário nacional.

Horas antes, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos havia anunciado a inclusão de Moraes na lista da Lei Magnitsky, que prevê o bloqueio de bens, suspensão de vistos e congelamento de ativos financeiros de indivíduos acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. A medida também atingiu outros sete ministros do STF e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Mais do que uma punição, a sanção representa uma ruptura diplomática sem precedentes. A Lei Magnitsky — até então usada contra ditadores, oligarcas e líderes de regimes autoritários — foi aplicada, pela primeira vez, contra autoridades de um país democrático. Para especialistas, a decisão dos EUA é “um recado direto e sem filtro” contra o que classificam como “abusos de poder e censura institucionalizada”.
O Supremo Tribunal Federal, até o momento, não se pronunciou oficialmente, mas bastidores indicam desconforto generalizado entre os ministros. Assessores próximos de Moraes evitam comentar o gesto no estádio, enquanto aliados políticos tentam minimizar o episódio, alegando “clima descontraído de jogo”.
A repercussão foi imediata. De um lado, críticas pesadas à atitude considerada "incompatível com a liturgia do cargo". De outro, apoiadores enxergam o ato como um recado de resistência e desprezo às pressões externas.
Nos bastidores do Itamaraty, cresce a preocupação com possíveis efeitos colaterais da sanção, que pode estremecer as relações entre Brasília e Washington. Fontes diplomáticas confirmam que um posicionamento oficial está sendo preparado, caso novas medidas sejam anunciadas pelo governo norte-americano.
O gesto de Moraes pode ter durado segundos, mas o impacto promete reverberar por muito mais tempo — no futebol, na política e na história das relações internacionais do Brasil.














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