De espaço de lazer e cidadania a retrato do abandono: Descaso com praça poliesportiva do Bairro Aeroporto Velho
- Renalice Silva

- 2 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Área que já foi referência em esporte e inclusão social hoje está tomada por mato, destruição e insegurança; moradores cobram providências do Governo e da Prefeitura

Quem lembra? A antiga Praça Poliesportiva do bairro Aeroporto Velho, rua Rio Grande do Sul, onde funcionava o Núcleo Centro Poliesportivo da Baixada do programa Segundo Tempo, já foi um dos principais pontos de encontro da comunidade. Um espaço vivo, cheio de crianças brincando, jovens praticando esportes, idosos se exercitando na academia ao ar livre, famílias passeando no fim de tarde.
Hoje, o cenário é outro — e lamentável.

Brinquedos quebrados, quadras destruídas, a academia popular totalmente depredada, estruturas de administração abandonadas e mato por toda parte. A área, antes limpa, segura e cheia de vida, agora é usada como ponto para consumo de drogas e abrigo improvisado para moradores em situação de rua. O que era um símbolo de cidadania virou um retrato do abandono.

O que está acontecendo com os nossos governantes? Como podem deixar que pontos tão importantes para a vida da população — especialmente em áreas de vulnerabilidade — fiquem esquecidos dessa forma?
A praça está localizada ao lado da quadra poliesportiva Álvaro Dantas, em um dos bairros mais movimentados de Rio Branco, rodeada de escolas públicas e residências. Um local que deveria ser modelo de incentivo à prática esportiva e à convivência social, mas que hoje representa risco e insegurança para todos.
O Programa Segundo Tempo, que retorna com força em todo o Brasil, reafirma seu compromisso com a democratização do esporte, inclusão e combate à vulnerabilidade social. Mas enquanto isso, no Acre, o núcleo que já foi referência se encontra destruído. A promessa do esporte como ferramenta de transformação social parece ter sido esquecida por aqui.
A comunidade cobra — com razão — uma posição da Prefeitura de Rio Branco e do Governo do Estado do Acre, responsáveis diretos pela manutenção e funcionamento do local. A população não aceita mais ver equipamentos públicos virarem sucata, enquanto crianças e jovens ficam sem acesso ao esporte e ao lazer.
























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