Da dor à profissão: jovem vira agente funerário após morte de amigo no Acre
- comunicacao deolhonoacre
- 17 de mar.
- 2 min de leitura
História de superação revela rotina intensa, desafios emocionais e o lado humano de quem trabalha com despedidas

A perda de um amigo mudou completamente a vida de Maycon Magalhães, de 30 anos, em Rio Branco. O que começou como curiosidade sobre o que acontece após a morte se transformou em profissão. Há quatro anos, ele atua como agente funerário e acompanha diariamente momentos delicados na vida de muitas famílias.
A decisão veio após a morte do amigo Marcos Felipe, de 21 anos. Pouco tempo depois, Maycon recebeu uma indicação para trabalhar em uma funerária — oportunidade que marcou o início de sua trajetória no setor.
Muito além do que as pessoas imaginam
Ao contrário do que muitos pensam, o trabalho de agente funerário vai muito além de conduzir cortejos. Segundo Maycon, a rotina envolve desde a remoção do corpo até a preparação para o velório.
“Fazemos tudo: remoção, translado, preparação. Não tem hora para comer. É um trabalho completo”, explicou.
Desafios emocionais e preconceito
Lidar diariamente com a dor das famílias exige equilíbrio emocional. Maycon afirma que os casos envolvendo crianças estão entre os mais difíceis de enfrentar.
Apesar da importância da profissão, ele conta que ainda enfrenta preconceito e curiosidade excessiva das pessoas, que muitas vezes desconhecem a complexidade do trabalho.
“Perguntam de tudo. Muita gente não entende o que realmente fazemos”, relatou.
Reconhecimento que não tem preço
Mesmo diante das dificuldades, o agente funerário destaca que o reconhecimento das famílias é o que dá sentido ao trabalho.
“Quando a família agradece e diz que ficou bonito, isso é o melhor pagamento”, afirmou.
Humanidade acima de tudo
No Dia do Agente Funerário, celebrado nesta terça-feira (17), Maycon reforça que o principal aprendizado da profissão é agir com empatia.
Ao longo dos anos, ele acumulou histórias marcantes — algumas tristes, outras inesperadas —, mas todas com algo em comum: a necessidade de tratar cada despedida com respeito e humanidade.














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