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Crise na Fronteira: Tarifas de Trump e Incertezas no México Desencadeiam Demissões em Massa

Ciudad Juárez perde mais de 64 mil empregos industriais em dois anos, enquanto fábricas fecham e investidores recuam em meio a tarifas, reformas judiciais e aumento de custos

Ao amanhecer, longas filas se formam do lado de fora das fábricas de montagem, conhecidas como maquiladoras, na cidade fronteiriça de Ciudad Juárez. Homens e mulheres aguardam horas na esperança de conseguir um emprego que, há poucos anos, parecia garantido. Mas a realidade econômica mudou drasticamente.

As pessoas se alinham para se candidatar a empregos em uma fábrica de montagem, em meio a fechamentos e demissões causadas por tarifas dos EUA, aumento dos custos trabalhistas e reformas judiciais que aumentaram a incerteza dos investidores, em Ciudad Juarez, México, 11 de agosto de 2025. REUTERS/Jose Luis Gonzalez Comprar Licenciamento Direitos de uso
As pessoas se alinham para se candidatar a empregos em uma fábrica de montagem, em meio a fechamentos e demissões causadas por tarifas dos EUA, aumento dos custos trabalhistas e reformas judiciais que aumentaram a incerteza dos investidores, em Ciudad Juarez, México, 11 de agosto de 2025. REUTERS/Jose Luis Gonzalez Comprar Licenciamento Direitos de uso
Nos últimos dois anos, Ciudad Juárez perdeu mais de 64 mil empregos no setor industrial — incluindo 14 mil apenas no primeiro semestre de 2025 — refletindo uma crise que abala não apenas a cidade, mas a base manufatureira do norte do México.

Fatores como o aumento do salário mínimo, reformas judiciais polêmicas e, principalmente, as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos durante o governo Donald Trump, contribuíram para o colapso de diversas fábricas. Entre elas está a unidade do Design Group Americas, que fechou as portas em agosto e deixou cerca de 300 trabalhadores, como Fabiola Galicia e seu marido, sem emprego.

As pessoas se alinham para se candidatar a empregos em uma fábrica de montagem, em meio a fechamentos e demissões causadas por tarifas dos EUA, aumento dos custos trabalhistas e reformas judiciais que aumentaram a incerteza dos investidores, em Ciudad Juarez, México, 11 de agosto de 2025. REUTERS/Jose Luis Gonzalez Comprar Licenciamento Direitos de uso
As pessoas se alinham para se candidatar a empregos em uma fábrica de montagem, em meio a fechamentos e demissões causadas por tarifas dos EUA, aumento dos custos trabalhistas e reformas judiciais que aumentaram a incerteza dos investidores, em Ciudad Juarez, México, 11 de agosto de 2025. REUTERS/Jose Luis Gonzalez Comprar Licenciamento Direitos de uso
“As tarifas afetaram a empresa”, relatou Galicia, que começou na linha de produção e chegou a gerente ao longo de 11 anos. Agora, ela enfrenta o desemprego em uma cidade onde a indústria representa cerca de 60% dos empregos.

A guerra comercial, especialmente as tarifas sobre aço, alumínio, automóveis e têxteis, foi o ponto de ruptura para muitas empresas. Segundo Maria Teresa Delgado, vice-presidente da associação de maquiladoras INDEX Juárez, a indústria vive uma “crise”.

O impacto das tarifas foi agravado pelo aumento do salário mínimo, que saltou de 22 pesos por hora em 2019 para 52,48 pesos (cerca de US$ 2,80) em 2025. Além disso, a reforma judicial aprovada este ano — que substituiu juízes nomeados por juízes eleitos — aumentou o receio de investidores estrangeiros, gerando ainda mais incerteza.

O resultado foi um recuo expressivo no investimento estrangeiro direto. No estado de Chihuahua, onde Juárez está localizada, o valor investido caiu 56% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

Com a pressão econômica, multinacionais estão redirecionando suas operações. A Lear, fabricante de autopeças, anunciou a transferência de linhas de produção para Honduras. A francesa Lacroix, do setor eletrônico, planeja encerrar suas atividades na cidade até o final do ano.

“Estamos vendo uma fuga de investimentos”, alertou Ulise Alissendro Fernandez, secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Chihuahua. “As empresas estão esperando por clareza nas políticas comerciais antes de tomar decisões.”

Enquanto isso, empresários locais também sofrem. Thor Salayandia, que lidera uma fábrica de pregos, reduziu sua equipe de 90 para apenas 20 funcionários. “Um dia temos pedidos, no outro não”, lamenta.

O crescimento do PIB mexicano, agora abaixo de 1% em 2025, reflete o impacto nacional da crise na fronteira. Ciudad Juárez, um dos principais motores industriais do país, se torna o retrato mais evidente da fragilidade econômica diante de políticas comerciais voláteis e reformas internas controversas.

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