CPI trava pedidos contra familiares de ministros do STF e gera impasse no Senado
- comunicacao deolhonoacre
- 11 de fev.
- 2 min de leitura
Requerimentos de convocação e quebra de sigilo não são analisados após presidente da comissão não convocar sessão.

Os trabalhos da CPI do Crime Organizado no Senado seguem sem avanço na análise de requerimentos relacionados ao chamado caso Master, que envolvem familiares dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
No colegiado, o senador Alessandro Vieira (SE) apresentou uma série de pedidos, entre eles a convocação e a quebra de sigilo dos irmãos de Toffoli, ex-proprietários do resort Tayayá, e de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo informações apresentadas na comissão, os irmãos de Toffoli teriam recebido recursos de Fabiano Zettel, investigado pela Polícia Federal no âmbito do caso Master, em negociação envolvendo o resort frequentado pelo ministro. Já a esposa de Moraes teria firmado contrato no valor de R$ 129 milhões com o Master.
Apesar dos requerimentos protocolados, nenhum deles foi apreciado nesta semana. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), não convocou sessão do colegiado. A decisão ocorreu mesmo após autorização da Presidência do Senado para que as reuniões antes do Carnaval pudessem ocorrer de forma semipresencial.
A CNN Brasil informou ter procurado o senador Contarato na terça-feira (10), mas não houve manifestação até a publicação da reportagem.
Esta é a segunda semana consecutiva sem reunião da comissão. Na semana anterior, havia expectativa de que os governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, comparecessem à CPI, o que não ocorreu devido à ausência de convocação de sessão.
Nos bastidores, senadores avaliam que a tramitação dos requerimentos enfrenta resistência política. Integrantes do colegiado apontam que, mesmo havendo em tese maioria para aprovar pedidos considerados sensíveis, a composição da comissão — que inclui parlamentares do chamado centrão — pode alterar o resultado em eventual votação.
Até o momento, não há definição sobre quando os requerimentos relacionados ao caso Master serão pautados para deliberação.














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