Correios falham em metas de entrega em todos os estados; Roraima tem pior índice do país
- comunicacao deolhonoacre
- 20 de fev.
- 2 min de leitura
Estatal atinge 90,18% no prazo, abaixo da meta de 95,54%; paralisação de transportadoras e crise financeira agravaram atrasos.

Nenhuma unidade estadual dos Correios conseguiu atingir a meta de entregas dentro do prazo estipulado até setembro de 2025. O índice nacional ficou em 90,18%, abaixo da meta de 95,54% estabelecida pela própria estatal.
Os dados constam em documentos internos e revelam impacto direto da paralisação de transportadoras ao longo de 2025, além de dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa.
Roraima registra pior desempenho
Entre todas as unidades analisadas, Roraima apresentou o pior resultado, com 64,84% das entregas realizadas no prazo — cerca de 30 pontos percentuais abaixo da meta local de 94,84%.
A Região Norte concentra seis dos sete piores índices do país no período avaliado.
O levantamento considera os principais serviços postais — Encomenda, Logística e Mensagens — e calcula a proporção entre objetos entregues no prazo e o total de objetos distribuídos, incluindo também os extraviados e roubados nas superintendências estaduais.
Apesar do desempenho abaixo do esperado, os Correios informaram que o resultado foi 0,71 ponto percentual superior ao registrado no mesmo período de 2024.
Paralisações e carga represada
Segundo a empresa, houve “carga represada nas origens e destinos”, com falhas no tratamento de encomendas nos principais centros de distribuição. A estatal atribui o cenário à falta de mão de obra contratada por execução indireta de serviços e à necessidade de ajustes no processo produtivo, somados às dificuldades operacionais.
Ao longo de 2025, transportadoras responsáveis pelo transporte aéreo e rodoviário de cargas suspenderam serviços após atrasos nos pagamentos. Até julho, empresas cobravam na Justiça R$ 104 milhões em faturas atrasadas, distribuídas em 58 processos envolvendo 41 companhias.
No total, a estatal adiou R$ 3,7 bilhões em obrigações, incluindo débitos com fornecedores, o fundo de pensão Postalis, o plano Postal Saúde e tributos federais.
Medidas para conter atrasos
Para reduzir o impacto nas entregas, os Correios informaram que adotaram medidas como:
Reestruturação do fluxo de caixa para priorizar pagamentos logísticos;
Negociação de parcelamentos com fornecedores;
Contratação emergencial de operadores regionais;
Priorização de encomendas urgentes;
Otimização da malha de transporte terrestre e aérea;
Contratação de viagens extras na Linha de Transporte Nacional e na Rede Postal Noturna.














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