Corpo de Juliana Marins Chega ao Brasil e Passará por Nova Autópsia nesta Quarta
- Renalice Silva

- 1 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Família questiona versão da Indonésia sobre a morte da jovem de 26 anos que caiu de cratera em trilha no Monte Rinja

O corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu da borda da cratera do Monte Rinjani, na Indonésia, enquanto fazia uma trilha no último dia 21 de junho, chega ao Brasil na noite desta segunda-feira (1º). A jovem será submetida a uma nova autópsia nesta quarta-feira (2), no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro.
A nova análise foi autorizada após audiência na 7ª Vara Federal de Niterói, com participação da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU) e do governo do estado do Rio de Janeiro. A medida atende a um pedido da família, que contesta trechos do laudo oficial emitido pelas autoridades indonésias.
Segundo o laudo feito no país asiático, Juliana teria morrido entre 12 e 24 horas antes da chegada ao serviço legista local, vítima de hemorragia causada por trauma contundente. No entanto, há contradições: um drone térmico localizou Juliana ainda com sinais de vida na segunda-feira (23), mas o socorro só conseguiu alcançá-la no dia seguinte (24), já sem vida. O corpo só foi retirado da região no dia 25.

O traslado até o Brasil será feito com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que levará o corpo do Aeroporto de Guarulhos (SP) até o Aeroporto do Galeão (RJ). De lá, o transporte até o IML será conduzido pelo governo estadual, com auxílio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Federal.
A AGU informou ainda que um perito da Polícia Federal acompanhará a autópsia no IML, prestando apoio técnico ao exame. A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que um representante da família também estará presente no procedimento. O objetivo é esclarecer todas as dúvidas que surgiram após a divulgação do laudo indonésio.














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