Colômbia relata ofensiva dos EUA contra narcotráfico na Venezuela
- Renalice Silva

- 30 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Presidente Gustavo Petro associa explosão em Maracaibo a operações norte-americanas, enquanto empresa local nega ataque externo

O presidente colombiano, Gustavo Petro, comunicou um suposto bombardeio dos Estados Unidos contra um centro de fabricação de substâncias ilícitas em solo venezuelano. O evento teria se localizado em Maracaibo, cidade situada nas proximidades da divisa entre os dois países sul-americanos.
Autoridades de Washington e Caracas não emitiram notas oficiais para confirmar ou negar os fatos expostos pelo mandatário. A manifestação de Petro relaciona o episódio a movimentações logísticas de grupos criminosos na faixa litorânea.
“Sabemos que Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo; tememos que lá misturem pasta de coca para produzir cocaína e se aproveitem da localização de Maracaibo à beira-mar”, disse Petro, no X.
Petro também direcionou críticas ao Exército de Libertação Nacional (ELN), alegando que as ações da guerrilha incentivam intervenções estrangeiras. Para o governo colombiano, o grupo facilita a entrada de forças externas na Venezuela.
Veículos de comunicação locais registraram uma deflagração em 24 de dezembro na sede da Primazol, produtora de itens químicos em Maracaibo. A diretoria da companhia refutou as teses de ataque militar norte-americano contra seu patrimônio.
Segundo os gestores da unidade, o estrondo resultou de uma falha operacional na linha de montagem industrial. O informe da empresa destacou a inexistência de feridos ou danos de grande escala na infraestrutura.
Tensão entre EUA e Venezuela aumenta
Donald Trump reiterou que os Estados Unidos executaram ataques contra bases de transporte de entorpecentes em território venezuelano. O anúncio ocorreu durante declarações públicas ao lado do primeiro-ministro de Israel.
Informações de jornais norte-americanos indicam que a Agência Central de Inteligência (CIA) liderou a missão com aeronaves não tripuladas. O emprego de drones em tais incursões representa uma mudança nos padrões militares convencionais.
As ações de inteligência teriam ocorrido no início de dezembro, período anterior aos relatos de explosão na fábrica química. A discrepância de datas gera dúvidas sobre se os eventos descritos por Petro e Trump referem-se ao mesmo alvo.
O Executivo venezuelano permanece sem se manifestar sobre as declarações vindas de Bogotá ou Washington. A opacidade das informações oficiais dificulta a verificação da eficácia e dos objetivos reais das manobras aéreas.
A área fronteiriça entre Colômbia e Venezuela é marcada pela atuação de redes de narcotráfico. O grupo ELN é apontado como um dos operadores de laboratórios e rotas de envio de drogas na região.
por: OAntagonista














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