CHOQUE EXTERNO: Mercado brasileiro sente turbulência da Argentina; IBOVESPA cai 0,59% e dólar oscila
- Renalice Silva

- 8 de set. de 2025
- 2 min de leitura
O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana sob forte pressão externa e ruídos políticos internos. O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (8) em queda de 0,59%, aos 141.792 pontos, influenciado pelo revés do presidente argentino Javier Milei nas eleições em Buenos Aires e pelas declarações do governador paulista Tarcísio de Freitas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Reflexo imediato
Para analistas, a derrota de Milei foi interpretada como sinal negativo para a agenda liberal na América Latina, provocando um movimento de cautela entre investidores brasileiros. Ao mesmo tempo, as críticas de Tarcísio ao STF aumentaram a percepção de risco institucional no país, pressionando os juros futuros ao longo de toda a curva.
Juros e ações em queda
As taxas de Depósitos Interfinanceiros (DI) avançaram em todos os vencimentos. O contrato para janeiro de 2026 fechou em 14,895%, e o de janeiro de 2031, em 13,485%. O movimento afetou principalmente empresas voltadas ao mercado doméstico:
Magazine Luiza (MGLU3) recuou 3,88%;
Smartfit (SMFT3) caiu 2,65%;
Localiza (RENT3) perdeu 1,81%.
No setor bancário, Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e BTG (BPAC11) também registraram queda.
Dólar e exterior
O dólar fechou perto da estabilidade, cotado a R$ 5,41, em leve alta de 0,07%, após atingir R$ 5,44 na máxima do dia. A moeda brasileira seguiu na contramão de pares emergentes, impactada pelo cenário político da região.
Enquanto isso, em Nova York, os índices acionários avançaram. O Nasdaq renovou recorde histórico, apoiado na expectativa de cortes sucessivos nos juros americanos ainda neste ano.
Azul dispara
Fora do índice, destaque para a Azul (AZUL4), que disparou mais de 30% em meio a um movimento de “short squeeze”, quando investidores que apostavam na queda do papel foram forçados a recomprar ações para evitar maiores prejuízos.














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