Chocolate queridinho do Brasil é alvo de recolhimento da Anvisa
- Renalice Silva

- 24 de jan.
- 2 min de leitura
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato do lote CC28525493 do Chocolate Branco Laka, uma das marcas mais populares do Brasil. A medida inclui a suspensão da comercialização, distribuição, divulgação e consumo do produto em todo o país, após a identificação de irregularidades que representam risco à saúde dos consumidores.

De acordo com a Anvisa, o problema foi detectado após comunicação voluntária da fabricante, a Mondelez Brasil Ltda., que constatou que o chocolate Laka Oreo foi embalado indevidamente com o rótulo do Chocolate Branco Laka tradicional. Com isso, a lista de ingredientes e a tabela nutricional informadas na embalagem não correspondiam ao conteúdo real do produto.
A falha é considerada grave porque o rótulo não informava a presença de glúten (trigo), o que pode causar sérios riscos a pessoas com doença celíaca, alergias ou intolerâncias alimentares. Apesar de não haver indícios de contaminação microbiológica ou química, a ausência de informações obrigatórias impede que o consumidor faça uma escolha segura.
A Anvisa esclareceu que o recolhimento atinge apenas o lote identificado, não se estendendo a outros produtos ou lotes da marca. A agência reforça que a rotulagem correta é essencial para garantir a segurança alimentar e que o descumprimento das normas pode resultar em sanções, como multas e recolhimentos obrigatórios.
Em nota, a Mondelez informou que iniciou o recolhimento preventivo do lote e destacou que o chocolate não apresenta problemas de qualidade. A empresa orienta que consumidores que adquiriram o produto do lote CC28525493, com validade até 14 de julho de 2026, interrompam o consumo e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para realizar a troca gratuita ou obter reembolso.
A Anvisa orienta ainda que consumidores verifiquem sempre o número do lote na embalagem, acompanhem os alertas sanitários e comuniquem os órgãos de defesa do consumidor caso encontrem produtos recolhidos ainda à venda.
A ação reforça a importância da fiscalização e da cooperação entre empresas e órgãos reguladores para prevenir riscos e garantir a segurança dos alimentos disponíveis no mercado brasileiro.














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