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Celso Amorim alerta: “Brasil deve se preparar para o pior” diante da guerra no Oriente Médio

Assessor especial de Lula diz que escalada entre Irã, EUA e Israel pode se espalhar e impactar cenário global; Brasil avalia posição diplomática e agenda presidencial.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou nesta segunda-feira (2) que o Brasil precisa “se preparar para o pior” diante da escalada do conflito no Oriente Médio, envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel. A afirmação foi feita em entrevista à GloboNews, em Brasília.

Amorim classificou como “condemável e inaceitável” a morte de um líder em exercício e destacou o risco real de alastramento das tensões por toda a região, que pode ter repercussões além das fronteiras do Oriente Médio.


O assessor mencionou que o Irã possui histórico de fornecimento de armamentos para grupos em outros países, aumentando o potencial de propagação do confronto.


Brasil em alerta e diplomacia em ação

O embaixador também afirmou que ainda teria uma conversa aprofundada com Lula sobre o conflito. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a diplomacia brasileira está avaliando como a escalada pode afetar a agenda internacional do presidente, incluindo uma possível visita aos Estados Unidos prevista entre 15 e 17 de março — encontro ainda sem data confirmada.


Amorim ressaltou a dificuldade de equilibrar a verdade dos fatos com a necessidade de manter canais de diálogo abertos, sem comprometer a credibilidade nas relações exteriores.

O governo brasileiro já se manifestou sobre o conflito por meio do Ministério das Relações Exteriores, pedindo a interrupção das ações militares no Golfo e expressando solidariedade a países impactados por retaliações do Irã, classificando a escalada como uma grave ameaça à paz, em nota divulgada no último sábado.


Especialistas apontam que o Brasil acompanha de perto os possíveis efeitos globais da crise, incluindo impactos econômicos, logísticos e diplomáticos, enquanto tenta manter sua tradicional postura de defesa do diálogo e de soluções pacíficas.


A situação no Oriente Médio continua em rápida evolução, e as autoridades brasileiras afirmam estar monitorando de perto os desdobramentos, tanto para proteger interesses nacionais quanto para contribuir com iniciativas de estabilidade internacional.


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