Caso Master esquenta no STF: Mendonça convoca nova reunião com a PF e cobra avanço nas investigações
- comunicacao deolhonoacre
- 23 de fev.
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Relator do inquérito quer balanço das apurações e definição dos próximos passos sobre supostas irregularidades no banco.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), realiza nesta segunda-feira (23) uma nova reunião com a Polícia Federal para tratar do andamento do inquérito do chamado Caso Master.
O magistrado é o relator das investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. O encontro deve servir para um balanço das diligências já realizadas e para definir os próximos passos da apuração.
Mudança na relatoria
Mendonça assumiu a condução do caso no dia 12 de fevereiro, após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria. No dia seguinte ao sorteio, o novo relator já havia se reunido com investigadores para obter um panorama geral das investigações.
Na última quinta-feira (19), o ministro determinou a retomada do “fluxo ordinário” das perícias e da tomada de depoimentos. Na prática, a decisão alterou medida anterior de Toffoli, que havia indicado peritos específicos para analisar o material apreendido.
De acordo com o Instituto Nacional de Criminalística, a perícia envolve cerca de 100 dispositivos eletrônicos.
A estimativa é que um único perito levaria aproximadamente 20 semanas de dedicação exclusiva para realizar a extração completa dos dados.
A Polícia Federal defende que a análise siga a distribuição regular de demandas entre peritos habilitados, conforme critérios técnicos e administrativos aplicados em outras investigações.
Acesso da CPI do INSS
Na sexta-feira (20), Mendonça autorizou que a CPI do INSS tenha acesso às informações da quebra de sigilo de Daniel Vorcaro.
Os dados já estão sob posse da comissão formada por deputados e senadores, que investiga fraudes e possíveis desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social.
A nova reunião entre o relator e a Polícia Federal deve focar no acompanhamento do trabalho técnico e na análise dos desdobramentos do caso, que segue sob supervisão do Supremo.














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